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Importações de Andorra caem 6,4% no início de 2026 devido a quebra nos energéticos

Importações de combustíveis diminuíram em meio a preços voláteis ligados a tensões no Médio Oriente, enquanto as exportações subiram 10,7% em fevereiro, impulsionadas por um aumento de 704% na joalharia. Excluindo energia, as importações mantiveram-se estáveis face ao ano anterior.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Importações -6,4% para 295,61M€; energia em fev. -51,3% para total de 149,99M€.
  • Joalharia +222,4% em fev., exportações +10,7% lideradas por joias +704,1%.
  • Combustíveis -5,2% para 30,38M litros; preços bombas sobem moderadamente, mais baixos YoY.
  • Conflito Médio Oriente faz Brent subir para 118$, mas preços Andorra só +~9¢/L vs. vizinhos.

As importações de Andorra caíram 6,4% em janeiro-fevereiro de 2026 para 295,61 milhões de euros face ao ano anterior, impulsionadas por uma descida de 51,3% nos produtos energéticos só em fevereiro, quando as importações totais foram de 149,99 milhões de euros, menos 5,2%. As importações de eletrónicos recuaram 19,6%, equipamento de transporte 9,2% e bebidas e tabaco 13,7% nesse mês. As joias contrabalançaram, com um aumento de 222,4% em fevereiro e 119,1% nos dois meses. Excluindo energia, as importações de fevereiro mantiveram-se estáveis em termos homólogos.

As importações de combustíveis totalizaram 30,38 milhões de litros no período, menos 5,2%, com fevereiro nos 13,81 milhões de litros, uma descida de 6,6%. O gasóleo de locomotiva caiu 24% face ao mês anterior, a gasolina sem chumbo 15,7%, embora o combustível doméstico tenha subido 20,4%. Nos últimos 12 meses, as importações de combustíveis desceram 0,5% para 162,33 milhões de litros.

Os preços nas bombas subiram moderadamente de janeiro para fevereiro: gasóleo de locomotiva para 1,228 euros por litro (+4,3%), gasóleo melhorado 1,259 euros (+4,1%), gasolina sem chumbo 95 octanas 1,280 euros (+1,4%) e 98 octanas 1,341 euros (+1,3%). O gasóleo de aquecimento aumentou 2,9-3,3%. Em termos homólogos, porém, os preços mantiveram-se mais baixos, com a gasolina 95 octanas a cair 8,7-9,0% e o gasóleo de locomotiva 7,0-8,3%.

No início de março, em meio ao agravamento do conflito no Médio Oriente — incluindo o fecho do Estreito de Ormuz desde a semana passada, ataques às refinarias de Teerão e receios sobre o aprovisionamento no Golfo Pérsico —, o Brent disparou mais de 50% numa semana, atingindo acima de 118 dólares antes de moderar para cerca de 108 dólares. Os preços nas bombas subiram mais, com a gasolina 95 octanas nos 1,344-1,394 euros (5-9% acima das médias de fevereiro) e 98 octanas nos 1,404-1,454 euros. O aumento médio desde o início do conflito foi de cerca de nove cêntimos por litro, mais suave do que os 20-30 cêntimos em Espanha e França.

David Porqueres, presidente da Associação de Importadores e Distribuidores de Combustíveis de Andorra (Asidca), atribuiu a contenção de Andorra a contratos estáveis com fornecedores, ao contrário das estações de baixo custo que perseguem mínimos diários. «Andorra continua muito mais barata do que Espanha — quer low-cost quer tradicionais — e França», disse, com diferenças de 25-30 cêntimos face a Espanha e 55 cêntimos abaixo dos hipermercados franceses para 95 octanas. Alertou contra compras de pânico por parte das comunidades que estocam combustível de aquecimento prematuramente, notando abundância global apesar das oscilações especulativas e sem ruturas previstas. Os preços podem cair acentuadamente se o conflito terminar, acrescentou Porqueres.

As exportações subiram 10,7% em fevereiro para 17,69 milhões de euros, lideradas pelo salto de 704,1% nas joias, embora os bens diversos tenham caído 66,2%. As exportações de janeiro-fevereiro totalizaram 30,77 milhões de euros, mais 6,4%, com joias +232,8% e eletrónicos +23,4%. Nos últimos 12 meses, as importações atingiram 1977,05 milhões de euros (+6,6%, ou +8% excluindo energia), exportações 199,06 milhões de euros (+2,5%). Sazonalmente ajustadas, as importações de fevereiro foram estáveis, exportações subiram 0,6% nos últimos cinco meses.

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