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Negocios·

Andorra investiga rede de contrabando do 'empresário de relógios' com mandados de detenção

Autoridades investigam operação de contrabando de relógios de luxo e branqueamento de €20 milhões do suspeito espanhol, emitindo mandados para cúmplices em Valência.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Suspeito detido desde outubro por contrabando de relógios de luxo, branqueamento, fraude de €12M.
  • 4-5 intermediários obtinham modelos raros, com comissões de 10%, a serem interrogados.
  • Mandados de detenção para parceira e associado em Valência, centro das operações.
  • €20M em vendas em 5 anos via site e redes sociais a futebolistas em Espanha, França, Reino Unido.

As autoridades andorranas estão a investigar vários colaboradores de um residente espanhol de 33 anos conhecido como "o empresário de relógios", que se encontra detido na prisão de La Comella desde meados de outubro. Enfrenta acusações de contrabando de relógios de luxo, branqueamento de capitais e crimes conexos envolvendo menores volumes de acessórios de roupa.

A Batllia, que lidera a investigação com o nome de código "Cronos", identificou pelo menos quatro ou cinco intermediários que obtinham modelos exclusivos de relógios para ele quando não tinha acesso direto. Alguns trabalhavam em lojas de joias e recebiam uma comissão de cerca de 10%. Nenhum foi ainda interrogado, mas figuram no processo e acabarão por comparecer perante o juiz de instrução.

Foram emitidos mandados nacionais de detenção para a sua parceira e associado comercial, ambos ativos em redor de Valência — a sua cidade natal e centro das operações. A investigação mantém-se em aberto, com comissões rogatórias enviadas a Espanha, França, Reino Unido e outros.

O suspeito vendia relógios de alta gama através de um site, redes sociais, boca a boca entre criadores de conteúdo e especialmente futebolistas, visando clientes nesses países. Ele e o seu associado sediado em Valência ou Madrid geriram volumes no valor de cerca de 20 milhões de euros em cinco anos, obtendo modelos raros cobiçados pela sua exclusividade e não apenas pelo preço.

Os investigadores alegam 12 milhões de euros em fraude. Pagou direitos aduaneiros andorranos (IGI) nas importações, mas omitiu repetidamente as declarações de exportação para envios abaixo de 50 mil euros — o limiar acima do qual se aplicam procedimentos formais. Nem todos os relógios saíam de Andorra, pois servia também clientes locais. Espanha planeia acusações separadas de fraude fiscal, principalmente por IVA não pago. O seu recente pedido de liberdade foi negado.

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Fontes originais

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