Andorra Recusa Aliviar Regras de Venda de Tabaco com Fecho da Fronteira Francesa
Xavier Espot rejeita apelos dos retalhistas para relaxar medidas anti-contrabando em Pas de la Casa, priorizando a luta contra o tráfico ilícito.
Pontos-chave
- Espot rejeita levantar limites de horários de venda e suspensões de licenças introduzidas para travar o tráfico de tabaco.
- Regras não visam entravar a economia mas combater o contrabando; aliviá-las prejudicaria relações com França.
- Sem regulações temporárias de emprego (ERTO) para trabalhadores afetados, ao contrário da resposta à Covid.
- Apoio económico separado planeado para empresas afetadas pela fronteira, distinto dos controlos anti-contrabando.
O chefe do Governo andorrano, Xavier Espot, rejeitou firmemente o alívio das restrições à venda de tabaco em Pas de la Casa, durante uma conferência de imprensa após a reunião de ontem do Conselho de Ministros, apesar dos apelos de retalhistas confrontados com dificuldades económicas devido ao fecho da estrada RN-20 em França.
As perturbações levaram os comerciantes de tabaco a pedir a suspensão de medidas como limites aos horários de venda e suspensões de licenças, introduzidas no ano passado no Regulamento de Controlo de Bens Sensíveis para travar o tráfico ilícito de tabaco. Espot rejeitou categoricamente a ideia, afirmando que as regras "não visam entravar a atividade económica de Pas de la Casa", mas combater o contrabando. "Não pode ser que situações como a de França nos levem a relaxar medidas estruturais", disse, alertando que isso enviaria um sinal diplomático contraproducente num momento em que as boas relações de vizinhança com França são "mais essenciais do que nunca".
Espot destacou os elevados custos de França para restabelecer o acesso à estrada e argumentou que o alívio dos controlos prejudicaria ambos os países a longo prazo ao facilitar os contrabandistas. Sublihou a necessidade de Andorra apoiar o vizinho em crise, em vez de parecer fraca.
Quanto aos impactos no emprego, Espot excluiu planos de regulação temporária de emprego (ERTO) para os trabalhadores afetados. Embora inicialmente considerados, já não são viáveis. "O objetivo é preservar os postos de trabalho", explicou, notando que a situação não se compara à crise da Covid e que as ERTO seriam uma reação excessiva, potencialmente contraproducente devido às complexidades de implementação e efeitos económicos a médio prazo.
As medidas anti-contrabando diferem do apoio económico governamental separado anunciado para empresas afetadas pelos problemas na fronteira, esclareceu Espot. Os retalhistas mantêm que os controlos agravam as suas perdas.
Fontes originais
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