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Negocios·

Presidente da Hotelaria de Andorra Apela à Revisão da Política de Migração em Crise de Pessoal por Entradas/Saídas na UE

Jordi París defende estadas mais longas para trabalhadores sazonais para preencher 10% de vagas em hotéis causadas por novas regras da UE, apesar do recorde turístico.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Sistema de Entradas/Saídas da UE causa falta de 10% no pessoal, equivalente a 400 posições hoteleiras por preencher.
  • Recorde de visitantes no inverno, mas serviços fechados ou reduzidos por falta de mão-de-obra.
  • Propõe estender estadas de trabalhadores sazonais a 9 meses para estabilidade anual.
  • Melhor retenção via formação, ajustes salariais e melhorias na habitação.

Jordi París, presidente da Unió Hotelera, apelou a uma revisão das políticas de migração de Andorra para enfrentar as faltas de pessoal no setor hoteleiro e de restauração causadas pelo sistema de Entradas/Saídas da UE.

Falando no programa *Parlem-ne* da Diari TV ontem, París disse que as novas regras de imigração obrigaram as empresas a reformular as práticas de contratação, deixando os hotéis incapazes de preencher cerca de 10% das posições esta época. Essa falta equivale a cerca de 400 trabalhadores a menos na rede hoteleira de Andorra.

Apesar do recorde de visitantes numa época de inverno que París descreveu como «excepcional», a falta de pessoal significou que alguns serviços permaneceram totalmente ou parcialmente fechados, enquanto outros nem sequer abriram. Ele destacou perdas económicas não quantificáveis por oportunidades de negócio perdidas, além de declínios claros na qualidade do serviço.

Funcionários sobrecarregados cobriram frequentemente as lacunas através de horas extra ou dias de descanso reduzidos para satisfazer a procura, acrescentou París.

O setor propõe permitir estadas mais longas a trabalhadores sazonais — até nove meses — para colmatar as lacunas entre as épocas de inverno e verão. Isso permitiria que o mesmo pessoal permanecesse o ano todo, facilitando a planificação e estabilizando os serviços. «Muitos temporários estariam dispostos a ficar mais de uma época», disse París, notando que isso ajudaria os trabalhadores a evitar dilemas como sair do Espaço Schengen por 90 dias após a época ou mudar-se para Espanha.

Tais mudanças permitiriam melhor formação, segurança no emprego e retenção de trabalhadores, resolvendo potencialmente as faltas estruturais em duas épocas. París defendeu que Andorra devia considerar deixar estes trabalhadores ficar a mais longo prazo, fomentando raízes e projetos de longo prazo no país.

Ele reconheceu que a retenção de talento também exige melhores salários, com os hotéis a partirem de salários padrão mas a oferecerem ajustes. A continuidade poderia levar a melhorias salariais, especialmente se o serviço de qualidade aumentar as receitas. A habitação continua a ser um desafio chave, mas padrões mais elevados e níveis de atividade deveriam beneficiar o pessoal através de ganhos partilhados, disse París, rejeitando alegações de que o setor paga mal.

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Fontes originais

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