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Responsável pelo Combustível na Andorra Minimiza Pico dos Preços do Petróleo Após Ataque Israel-EUA ao Irão

Distribuidores andorranos esperam subidas graduais nos preços das bombas após o petróleo saltar 6-10 dólares por barril devido a tensões no Médio Oriente, com economistas a alertarem para inflação.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Petróleo subiu de 72 para mais de 78 dólares por barril após ataque, depois de subir de 62 dólares em meio a tensões.
  • Distribuidores absorvem custos temporariamente; esperadas subidas graduais para consumidores esta semana.
  • Economistas preveem inflação via logística se petróleo se mantiver alto; gasóleo sobe em ~15 dias.
  • Possível impacto limitado no turismo; ameaça de Trump a Espanha irrelevante para Andorra.

David Porqueres, presidente da Associação de Importadores e Distribuidores de Combustíveis da Andorra (Asidca), descreveu o recente aumento dos preços internacionais do petróleo após o ataque conjunto de Israel e EUA ao Irão como uma subida moderada com efeitos limitados a curto prazo na Andorra. O petróleo subiu de 72 para 78 dólares por barril — um ganho de 6 dólares — após o incidente, embora alguns relatórios o coloquem agora acima de 80 dólares. Porqueres classificou isto como uma resposta típica do mercado às tensões no Médio Oriente, notando que segue uma subida constante de 62 para 72 dólares no último mês, em meio a riscos crescentes de conflito. O nível permanece bem abaixo do pico de 140 dólares visto durante a guerra da Ucrânia.

Os distribuidores enfrentam custos de aquisição mais elevados nos últimos dois dias, com subidas acentuadas entre sexta-feira e terça-feira. «É uma matéria-prima e compramos aos preços spot internacionais», disse Porqueres. As estações de serviço absorveram até agora os aumentos, mas esperam transmiti-los gradualmente aos consumidores esta semana, em incrementos menores do que em Espanha, onde alguns postos subiram os preços mais de 10 cêntimos de uma vez. «A Andorra tem sido sempre mais prudente tanto nos aumentos como nas descidas», acrescentou, prevendo ajustes moderados sem especificar valores devido à incerteza sobre o rumo do conflito. O setor mantém-se em modo de «esperar para ver», gerindo dia a dia em meio a perturbações familiares como a guerra da Ucrânia e a pandemia.

Os economistas alertam para impactos mais amplos se as tensões persistirem. Antoni Bisbal, presidente do Colégio de Economistas, disse que a guerra pode gerar efeitos significativos, especialmente se o petróleo se mantiver elevado, podendo aproximar-se dos níveis da era da Ucrânia e alimentar a inflação através de custos logísticos e energéticos mais altos. Previu subidas notáveis nos preços do gasóleo em cerca de 15 dias caso o conflito continue. Sandra Estebe, da gestão de carteiras discricionárias do MoraBanc, notou que os mercados antecipam uma duração de quatro a cinco semanas, com impactos limitados se o Estreito de Ormuz reabrir; combates prolongados poderiam bater mais forte. O aumento da produção da OPEP pode ajudar a estabilizar os preços a curto prazo.

Efeitos indiretos poderiam afetar o turismo andorrano se os custos de vida subirem, possivelmente limitando o gasto ou as estadias dos visitantes, disse Estebe. Em separado, a ameaça do Presidente norte-americano Donald Trump de cortar laços comerciais com Espanha por negada acesso a bases para a operação no Irão teria impacto negligenciável na Andorra, disseram peritos, arriscando principalmente as exportações agroalimentares espanholas como azeite e vinho. Bisbal considerou-a «insubstancial» para Espanha e irrelevante localmente, duvidando da viabilidade contra um membro da UE.

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