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Audiência Nacional de Espanha pede suspensão de acordo do Ministério da Cultura com empresa andorrana endividada

O recurso alega violações em procedimentos de contratação pública no acordo com a Antiqvvm Edicions, sob intervenção judicial e ligada a capitais espanhóis. Um tribunal de Murcia também nomeou o ministério como devedor por custos judiciais não pagos da empresa.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Audiència Nacional exige suspensão de acordo do Ministério da Cultura com Antiqvvm Edicions por violações em contratações públicas.
  • Tribunal de Murcia nomeia ministério como devedor em penhora sobre custos não pagos da empresa.
  • Antiqvvm sob intervenção judicial; proprietários ligados à família Caprabo, com penhoras desde 2017.
  • Caso envolve capital espanhol em empresa estrangeira, atraindo escrutínio institucional.

A Audiència Nacional de Espanha pediu a suspensão e anulação de um acordo entre o Ministério da Cultura espanhol e a empresa andorrana Antiqvvm Edicions, S.L., devido a alegadas violações das normas de contratação pública.

O recurso administrativo, noticiado em primeira mão pelo jornal espanhol *El Mundo Financiero*, visa suspender o acordo até decisão final. Num desenvolvimento relacionado, o Tribunal Comercial n.º 1 de Murcia designou o ministério como devedor terceiro numa penhora judicial decorrente dos custos judiciais não pagos pela empresa.

A Antiqvvm Edicions, atualmente sob intervenção judicial, é representada por Josep Estañol Cornella, que foi demitido como notário pelo governo andorrano em 2020 antes da assinatura do acordo. A sua propriedade inclui Santiago Blanch Hernández, ligado à família fundadora da cadeia de supermercados Caprabo, e Joan Carles Casal de Fonsdeviela, cujas ações estão sujeitas a penhoras registadas.

Embora a empresa enfrente múltiplos processos de penhora desde 2017, segundo o registo de empresas de Andorra, registos recentes não mostram ações de embargo pendentes contra ela. O caso gerou interesse institucional em Espanha, dada a implicação de um ministério governamental com uma entidade estrangeira que detém capital espanhol e dívidas reconhecidas no país. Isto trouxe disputas económicas diretamente para a administração espanhola.

Os recorrentes destacam que autoridades chave — incluindo o Arquivo da Coroa de Aragão e o Tribunal Central Administrativo de Recursos Contratuais — foram notificadas com antecedência, mas não intervieram para evitar o conflito. Os processos, que misturam direito administrativo e comercial, serão resolvidos pela Audiència Nacional.

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