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Bancos andorranos apoiam Banco de Espanha como credor de último recurso; MoraBanc prevê lucro de 60 milhões de euros em 2025

Líderes do sector citam laços linguísticos e subsidiárias em Espanha, sobrepondo-se à preferência inicial pelo Banco de França. Bancos projectam lucros sólidos para 2025 com taxas mais elevadas e procura de hipotecas, enquanto CEO desmente rumores de mudança de sede.

Sintetizado a partir de:
ARAAltaveu

Pontos-chave

  • Bancos chegaram a acordo amplo para designar Banco de Espanha como credor de último recurso; opção Banco de França recuou.
  • MoraBanc prevê ~60M€ de lucro em 2025 (vs 57,7M€ em 2024); Andbank para pouco mais de 50M€; Crèdit Andorrà espera cair para níveis semelhantes.
  • Perspetiva melhorada devido a taxas de juro mais altas, procura crescente de crédito habitação e bom desempenho dos bancos europeus.
  • CEO MoraBanc: associação à UE tem prós/contras; bancos adaptar-se-ão e permanecerão andorranos — CNMV forçar mudança de sede é «falso mito».

Os bancos andorranos chegaram a um amplo acordo para designar o Banco de Espanha como seu credor de último recurso, um consenso que os líderes do setor dizem refletir os laços linguísticos e o facto de as principais subsidiárias dos bancos andorranos estarem sediadas em Espanha. O governo andorrano inicialmente favorecia o Banco de França, mas essa opção recuou por agora, embora não tenha sido definitivamente afastada, dizem os banqueiros. O consenso foi confirmado publicamente durante o almoço de Natal da MoraBanc com a imprensa.

O CEO da MoraBanc, Lluís Alsina, disse aos jornalistas que o grupo espera fechar 2025 com um lucro de cerca de 60 milhões de euros, um resultado que o poderia tornar o banco andorrano mais rentável este ano e aproximadamente ao nível da Crèdit Andorrà. A MoraBanc terminou 2024 com 57,7 milhões de euros de lucro, o que implica um aumento de cerca de 5% na projeção atual. A Andbank prevê um aumento de lucros de cerca de 10%, de 46 milhões de euros em 2024 para pouco mais de 50 milhões de euros. A Crèdit Andorrà, que reportou 70,9 milhões de euros em 2024, espera recuar para um nível semelhante à projeção da MoraBanc, embora ligeiramente inferior. Todas as cifras são projeções.

Fontes bancárias atribuem a perspetiva melhorada a taxas de juro mais elevadas em 2025 e à procura crescente de crédito habitação, juntamente com o desempenho geralmente forte dos bancos europeus. Esses fatores apoiaram o aumento da atividade de concessão de crédito e das receitas dos bancos andorranos.

Alsina abordou também as negociações em curso sobre um acordo de associação com a UE, dizendo que o protocolo financeiro contém elementos positivos e menos favoráveis, mas que não há horizonte alternativo realista. Enfatizou que a MoraBanc se adaptará à regulação europeia quer o acordo seja alcançado quer não. O banco, que emprega atualmente cerca de 550 pessoas, espera poder operar em Espanha no próximo ano com a sua própria licença.

Respondendo a rumores circulantes, Alsina rejeitou sugestões de que o regulador de valores mobiliários espanhol (CNMV) forçaria os bancos andorranos a transferir as suas sedes para Espanha caso o acordo de associação não seja concluído. Descreveu esse cenário como «um falso mito», enfatizando que «os três bancos são andorranos e continuarão a sê-lo com ou sem o Acordo de Associação». Disse que o acordo abriria principalmente os mercados de capitais, aumentaria a concorrência facilitando a entrada de bancos da UE em Andorra e facilitaria a comercialização de fundos andorranos na Europa, mas não obrigaria a uma mudança de domicílio legal. A expansão no estrangeiro, acrescentou, é impulsionada pela necessidade de crescer num contexto de requisitos de capital mais elevados, e não por compulsão regulatória.

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