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Paróquia de Canillo aprova orçamento de 30,2 milhões de euros com aumento de 9,2% e investimentos recorde, enquanto Ordino aprova 21 milhões

plano de despesas com défice de 4,8 milhões devido a cortes fiscais

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Pontos-chave

  • Canillo: orçamento de 30,2M€ (+9,2%), investimentos de 12,4M€ (40%+ das despesas), crescimento de 52% nas receitas fiscais, excedente em 2025.
  • Ordino: receitas de 16,2M€ (-1,3M de impostos), despesas de 21M€, défice de 4,8M€ via reservas, investimentos de 4,6M€.
  • Projetos Canillo: estética da aldeia (3M€), centro comunitário, compra de espaço verde (2,6M€).
  • Projetos Ordino: estacionamento (820 mil €), rede de água (800 mil €), reparações no telhado desportivo (390 mil €).

**Paróquias Andorranas Aprovam Orçamentos Variados para 2026 em Meio a Desafios de Receitas**

O conselho paroquial de Canillo aprovou o seu orçamento para 2026 na quinta-feira, no valor de 30,2 milhões de euros — um aumento de 9,2% face ao ano anterior. O plano inclui investimentos recorde de 12,4 milhões de euros, superior a 40% das despesas totais. O Consul Major Jordi Alcobé descreveu-o como equilibrado, com foco em serviços públicos, sustentabilidade e infraestruturas. As receitas previstas incluem 16,3 milhões de euros de operações, 7,5 milhões de capitais e 6,3 milhões de fontes financeiras, reforçadas por um crescimento de 52,3% nos impostos diretos e 26,3% mais nos ativos. As despesas correntes situam-se em 15,7 milhões de euros.

Os principais projetos abrangem 3 milhões de euros para melhorar a estética da aldeia de Canillo, 1,4 milhões para renovar as lojas do edifício da telecabina e 750 mil euros para um centro comunitário modular de 3,25 milhões de euros em Forn de Calç. Alocações adicionais cobrem segurança rodoviária (400 mil euros), equipamento (360 mil euros) e melhorias em parques infantis em Soldeu, l’Aldosa e Ransol (50 mil euros). O conselho aprovou a compra de um terreno de 4500 metros quadrados em Prat del Portal de Branqueta por 2,6 milhões de euros para desenvolver espaço verde protegido.

Canillo externalizou ainda as operações em Pont Tibetà, Mirador del Roc del Quer e Ca’l Federico ao operador do Palau de Gel, garantindo pelo menos 751 mil euros anuais em taxas — potencialmente até 25% das suas receitas. Este acordo inclui o teleférico Armiana, que liga o antigo terreno do acampamento Pla a trilhos e reduz as despesas da paróquia. Alcobé destacou o seu papel em impulsionar eficientemente o turismo familiar.

Estes números seguem resultados robustos do terceiro trimestre de 2025: um excedente próximo de 4 milhões de euros, utilização de receitas de 51,7%, execução de despesas de 37,8%, dívida zero e 7,7 milhões de euros em reservas.

Ordino aprovou o seu orçamento para 2026 no mesmo dia, prevendo 16,2 milhões de euros em receitas — uma descida de 1,3 milhões face a 2025, principalmente devido a revisões no planeamento urbano que cortaram impostos de construção em cerca de 1,8 milhões de euros — contra 21 milhões de euros em despesas. Isso cria um défice de 4,8 milhões de euros, a cobrir com reservas do tesouro em vez de novo endividamento, embora os responsáveis avisem para necessidades de dívida em despesas correntes dentro de três anos sem receitas alternativas. O conselheiro de Finanças Ludovic Albós chamou ao orçamento prudente, realista e responsável face às perspetivas, notando que a descida de receitas persistirá. Os investimentos atingem 4,6 milhões de euros em serviços e infraestruturas, como 820 mil euros para estacionamento à superfície, 800 mil euros para a terceira fase da rede de água, 400 mil euros para uma instalação de biomassa em Serrat, 390 mil euros (ou 390 640 euros segundo algumas contas) para reparações no telhado do centro desportivo, 197 200 euros para melhorias no centro histórico de Cortinada, 232 mil euros para renovação de parques infantis e 500 mil euros para 1,4 milhões de euros em Ordino Arcalís ao longo de três anos. As despesas correntes sobem 2,32% para 14,84 milhões de euros (ou 14,83 milhões), impulsionadas por pessoal e subsídios, com reembolso de dívida de 980 mil euros, deixando cifras consolidadas entre 5,9 milhões e 9,45 milhões de euros (ou até 10,5 milhões incluindo Secnoa), a 55,73% do limite permitido.

A minoria, liderada por Enric Dolsa, absteve-se, destacando custos com pessoal em 7,36 milhões de euros (a subir quase 3%), receitas correntes abaixo de 20% para 7,04 milhões de euros, défice operacional próximo de 7,8 milhões de euros e 70-80% de cerca de 9 milhões de euros em transferências governamentais anuais a financiar operações em vez de projetos de capital. Dolsa instou a reduções de despesas, congelamento de contratações e redirecionamento de transferências, afirmando que com receitas mais baixas, as despesas não podem ficar iguais ou subir, e os gastos com pessoal estão a aumentar de forma incontrolável.

O Consul Major Maria del Mar Coma e Albós responderam que investimentos recentes agora exigem manutenção, requisitos legais necessitam de mais pessoal e o crescimento populacional requer expansões em ludoescola, creche e instalações desportivas. Albós notou que o novo POUP era previsto mas ajustes demoram tempo; sem novas receitas para além da construção, o endividamento para operações pode surgir em breve. Enfatizou diversificar receitas com apoio governamental e anunciou um aumento de 5% nas taxas de estacionamento para compensar perdas.

Andorra la Vella aprovou o seu orçamento recorde de 60,5 milhões de euros para 2026 na sexta-feira, alocando 13 milhões de euros a 152 projetos — 21% do total e mais 18% que em 2025. As receitas projetam crescer 7,2%, lideradas por 30,7% mais do planeamento urbano, incluindo direitos de construção, ITP e taxas imobiliárias. Os Consuls Major Sergi González e Minor Olalla Losada enfatizaram habitação, renovação urbana, desporto e ambiente, incluindo 30 casas acessíveis em Cedre em Santa Coloma, habitação sénior em Calones e expansão do programa Reviu. Pediram mais ajuda nacional em serviços partilhados. O orçamento antecipa um défice de 1,5 milhões de euros, com quase 2 milhões de euros para reduzir dívida.

As despesas correntes compreendem 70%: 21,5 milhões de euros em pessoal com bónus e contratações, 21,7 milhões em contratos. O conselheiro de Finanças Joaquim Miró rotulou-o como ambicioso mas realista, baseado em análise técnica e execução anterior, evitando sobredependência da construção em desaceleração.

A oposição dos Democratas David Astrié e Rosa Maria Sabaté intensificou-se sobre aumentos de taxas com média de 2,5% mas acima da inflação em essenciais. Oporam-se ao orçamento e aos horários BOPA planeados, considerando os aumentos “simultâneos e acumulados” em meio aos custos de vida. Uma família de quatro adultos com cão e passe de estacionamento no centro enfrenta 902 euros mais anuais; um casal com criança, dois cães e estacionamento, 438 euros extra.

As taxas afetadas cobrem subscrições Serradells (25% em média, adicionando 7,50 euros mensais para residentes), passes de estacionamento (2,5%, para 2,90 euros), bilhetes horários (3,5%), imposto de incêndios e lugares (4,5% para 30 euros mais 1,50 euros), imposto de cães (7,87%), higiene (5,5%) e reboque (31%). Astrié questionou o aumento de 31% no planeamento urbano, “cargos de confiança”, crescimento de 9% no orçamento da feira e problemas Serradells de um corte anterior de 35% causando 2 milhões de euros em custos e défice de 1,5 milhões. Propôs acabar com os 30 minutos gratuitos de estacionamento para turistas e escalonar aumentos.

Losada esclareceu escalões Serradells a partir de 1 de janeiro: acesso total a 405 euros anuais para residentes (540 para não residentes), ou 37,50/50 euros mensais; ginásio/piscinas/relax a 324/432 euros anuais, 30/40 mensais, com 10% de desconto em débito direto. Atualizações abordam crescimento, ar condicionado no ginásio e cacifos em 2026, servindo 3600 utilizadores (1735 residentes).

A maioria enquadrou os aumentos como uma “revisão responsável” abaixo dos custos reais, sem objetivos de lucro. González afirmou estacionamento gratuito de meia hora; Miró disse que o imposto de incêndios adiciona apenas 1,50 euros. O debate tocou impactos absolutos, crescimento de despesas de 15 milhões de euros em 2019 para 19 milhões em 2023, vulnerabilidades urbanísticas e cargos de confiança — inalterados em número desde o mandato dos Democratas mas com deveres adicionais.

Outras medidas: 147 810 euros para melhorias em Can Rodes (drenagem, separação de campistas, área de cães, eventos); 353 179 euros para passeios em Baixada del Molí (21-37), melhorando acessibilidade, segurança, ciclovias, pavimentação, iluminação, utilidades e uma praça perto do Pavelló Toni Martí.

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