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Canillo apresenta estratégia turística para 2035 como destino pirenaico o ano inteiro

Freguesia de Canillo lança primeira fase do plano 2035 com sete linhas estratégicas e 25 atividades para combater sazonalidade, impulsionar turismo familiar sustentável.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Aborda sazonalidade invernal (50% visitantes dez-mar) e impactos climáticos nas atividades de neve.
  • Expansão Roc del Quer por 2,624M€ atrairá 20.100 visitantes extra, 1,8M€ gastos.
  • Rota 'El Tomb de Canillo' 33km para e-bikes espera 22.500 utilizadores por 1,83M€.
  • Proposta guilda público-privada para unir setores, financiar projetos, reduzir custos públicos.

A freguesia de Canillo apresentou a primeira fase da sua estratégia turística para 2035 na quinta-feira, no auditório do Palau de Gel, delineando sete linhas estratégicas e 25 atividades para posicionar a zona como o principal destino de montanha pirenaico o ano inteiro, focado em turismo sustentável e familiar.

O plano aborda a forte sazonalidade invernal — em que metade dos visitantes anuais chega de dezembro a março — e as pressões da mudança climática sobre as atividades baseadas na neve. As dormidas cresceram significativamente, atingindo dois milhões em 2022 após duplicarem desde 2013, com famílias e jovens como principais visitantes. Atrações como Pont Tibetà e o miradouro de Roc del Quer figuram no top 10 de Andorra, representando quase três em cada dez visitas nacionais de lazer, embora apenas 18% dos visitantes da freguesia pernoitem.

Projetos chave incluem a expansão do miradouro de Roc del Quer por 2,624 milhões de euros, agora aberta a um concurso nacional de ideias, projetada para atrair 20.100 visitantes extra que gastarão 1,8 milhões de euros e atingir o equilíbrio financeiro em cinco anos. A rota de BTT e bicicletas elétricas "El Tomb de Canillo" por 1,83 milhões de euros formará um circuito de 33 quilómetros pelo vale central, ligando aldeias através de caminhos melhorados, pequenas pontes pedonais e concessões da ENSISA no lado sombreado, esperando 22.500 utilizadores. As 10 iniciativas principais poderão totalizar 28 milhões de euros, adicionando potencialmente 300.000 turistas e 500.000 visitantes em nove anos.

O primeiro cónsul Jordi Alcobé descreveu-o como um roteiro claro para um turismo de montanha integrado que vai além do mandato atual. Destacou a necessidade de atrativos o ano inteiro e maior promoção, notando a interação limitada entre os esforços públicos do conselho, Palau de Gel e ENSISA. «Os setores público e privado interagem muitas vezes muito pouco», disse, apelando a sinergias para melhor envolvimento turístico.

A pedido do conselho, o ex-cónsul e representante da Grup JAT SL Francesc Camp — que liderou o desenvolvimento da estratégia — delineou um órgão de governação público-privado a atuar como uma «pequena associação de empregadores» ou guilda. Ainda sem nome, uniria hoteleiros, alojamentos turísticos, retalhistas, operadores de lazer e outros para moldar, executar e cofinanciar projetos, reduzindo custos públicos. Camp enfatizou a participação privada nas decisões e no financiamento.

Estruturas de apoio incluem uma Comissão de Turismo de Canillo e Conselho da Estratégia 2035 para gestão de dados; um site e app unificados para ofertas público-privadas; expansão do Canillo Escènic Arts num festival europeu de duas semanas com eventos pagos e programadores internacionais; e um "Living Lab" para cocriar experiências sustentáveis face à transição da dependência invernal. Ideias adicionais abrangem revitalizar núcleos das aldeias com visitas teatrais, feiras de artesãos e mercados frescos, mais rotas de montanha familiares. A implementação total aguarda priorização com base nos orçamentos.

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