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CES de Andorra aprova quotas de imigração expandidas

Conselho Económico e Social endossa proposta do governo para 150 autorizações de trabalho adicionais e reabertura de 400 quotas de residência para responder à elevada procura.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'AndorraARA

Pontos-chave

  • CES emite parecer favorável a +150 autorizações na quota geral para funções altamente qualificadas em gestão, saúde, educação.
  • Reabre 200 quotas de residência sem trabalho e 200 de trabalho por conta própria, incluindo para médicos e profissionais internacionais.
  • Medidas deduzidas da quota de abril devido a autorizações esgotadas; apoiadas por empresas, visões mistas dos sindicatos.
  • Governo delineia planos de desregulamentação do arrendamento para submissão parlamentar no próximo mês.

O Conselho Económico e Social (CES), presidido pela ministra da Presidência, Economia, Trabalho e Habitação Conxita Marsol, emitiu na quinta-feira um parecer favorável à proposta de quotas de imigração do governo, que será agora considerada pelo Conselho de Ministros.

As propostas incluem uma expansão excecional da quota geral em 150 autorizações — 135 para residência e trabalho, e 15 para trabalhadores transfronteiriços. Estas destinam-se aos grupos 1 e 2 da Classificação Nacional de Profissões, abrangendo posições executivas e de gestão, bem como funções técnicas e científicas altamente qualificadas que exigem formação avançada. Cobrem também profissionais de saúde, educação e serviços de cuidados. Esta antecipação será deduzida da quota geral fixada para abril, motivada pelo esgotamento das autorizações atuais nestas categorias de elevada procura antes do fim da temporada de inverno.

Em paralelo, o governo planeia reabrir dois tipos de quotas anteriormente esgotadas. Uma categoria de residência sem trabalho oferecerá até 200 autorizações, distribuídas por residência não lucrativa, profissionais com perfis internacionais, entradas por razões científicas, culturais ou desportivas, e admissões em instalações geriátricas ou de saúde privadas. Uma quota de residência e trabalho por conta própria, também limitada a 200, visa profissionais liberais, médicos registados — priorizando 30 em saúde — e outros trabalhadores independentes. Estas medidas enquadram-se no novo quadro da lei omnibus, incluindo alterações como a conversão do depósito de 50 000 euros à Autoridade Financeira num pagamento não reembolsável.

Marsol sublinhou que as quotas respondem a necessidades económicas e sociais prementes, respeitam os limites legais atuais e promovem o crescimento sustentável em setores chave. Representantes empresariais da Confederação Empresarial Andorrana (CEA) apoiaram-nas, com o presidente Gerard Cadena a destacar a necessidade face à procura. Os sindicatos adotaram posições mistas: Gabriel Ubach, da Unió Sindical, defendeu uma diversificação mais ampla para corresponder às necessidades reais, enquanto Sergi Esteves, do SEP, opôs-se à reabertura de quotas de residência passiva até progredir o descongelamento dos contratos de arrendamento.

Na mesma reunião do CES, Marsol delineou os planos do governo para o descongelamento do mercado de arrendamento, incluindo desregulamentação gradual e limites aos aumentos de renda em mudanças de inquilinos. O projeto de lei, moldado por reuniões paroquiais com proprietários e negociações com o Coordenador de Habitação, visa submissão ao parlamento no próximo mês, com contributo do CES previsto para início de março.

A CEA reportou também trabalhos em curso sobre modelos de contratação em países de origem, possivelmente com teste na Colômbia para a próxima temporada de inverno.

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