Voltar ao inicio
Negocios·

CRCE e CCIS promovem formação setorial em mediação para profissionais

Oficinas dirigidas por mediadores especialistas visam promover resolução de litígios mais rápida e confidencial em alternativa à via judicial, com planos de outreach setorial contínuo e educação pública.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Workshops de dois dias do CRCE/CCIS dirigidos a engenheiros, arquitetos, seguradoras, magistratura, agentes de execução e Ordem dos Advogados.
  • Sessões orientadas pela mediadora María Bacas e pela magistrada Ana María Carrascosa; seguem reuniões anteriores focadas no setor imobiliário.
  • Organizadores destacam que a mediação encurta prazos de disputas, preserva relações e protege a confidencialidade.
  • CRCE planeia palestras contínuas e reuniões setoriais e apela a educação pública mais ampla e formação profissional em mediação.

O Centro para a Resolução de Conflitos Empresariais (CRCE), em conjunto com a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (CCIS), realizou dois dias de formação setorial para promover a mediação como alternativa à litigação. As sessões visaram entidades profissionais incluindo engenheiros, arquitetos e seguradoras, e também forneceram formação a membros do Conselho Superior da Magistratura, agentes de execução e a Ordem dos Advogados.

Trata-se da segunda ronda de reuniões setoriais organizadas pelo CRCE; sessões anteriores abordaram o setor imobiliário. Os workshops foram orientados por María Bacas, mediadora empresarial, especialista em gestão de acordos e advogada da Ordem dos Advogados de Madrid, e Ana María Carrascosa, magistrada e funcionária jurídica no Conselho Geral do Poder Judicial de Espanha, responsável por programas de mediação intrajudicial.

Jordina Ticó, secretária jurídica da Câmara e diretora do CRCE, disse que o objetivo é sensibilizar os profissionais para alternativas aos processos judiciais. Destacou a capacidade da mediação para encurtar prazos, proteger relações futuras e preservar a reputação e a confidencialidade das partes.

Bacas sublinhou que a mediação não enfraquece as partes, mas capacita-as para chegar a acordos personalizados que reflitam os seus interesses e necessidades, em vez de produzir resultados determinados unicamente por critérios legais em tribunal. Ambas as oradoras notaram a persistente ignorância entre profissionais e o público sobre o que implica a mediação e as vantagens que oferece face às vias judiciais.

Carrascosa defendeu uma educação pública mais ampla e ações de sensibilização, propondo que a mediação seja introduzida cedo através de projetos escolares para se tornar uma ferramenta familiar. Instou também a mais formação para o público e profissionais jurídicos, de modo a reconhecerem que a lei nem sempre é a melhor ou única solução para todos os litígios.

O CRCE afirmou que continuará a promover a mediação através de palestras e reuniões setoriais, explicando como diferentes profissões a podem usar e como a incorporar na prática para acelerar e simplificar a resolução extrajudicial de conflitos, melhorar a eficiência e eficácia e garantir resultados satisfatórios para as partes envolvidas.

Partilhar o artigo via