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Empresas andorranas empregam 1479 trabalhadores em I&D interno em 2024 com despesa de 13,9 milhões de euros

Empresas andorranas reforçaram esforços em I&D, empregando 1479 trabalhadores — maioritariamente nos serviços —, com os serviços a dominarem 78,7% e as despesas a duplicarem desde então.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon Dia

Pontos-chave

  • 1479 trabalhadores em I&D: 78,7% nos serviços, 949 homens/530 mulheres, 1,7M horas registadas.
  • 13,9M€ despesa interna (aumentou de 5,1M€ em 2022): 46,8% investigação básica, 41,5% infraestruturas.
  • Distribuição por género: Homens 54,4% engenharia/tecnologia, mulheres 26,2% humanidades; taxas semelhantes de doutoramento.
  • 11,7% empresas fizeram I&D; 7,5% inovaram bens, 8,3% serviços; fatores ambientais chave (60%).

As empresas andorranas empregaram 1479 trabalhadores em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) interno em 2024, de acordo com os dados mais recentes divulgados esta semana pelo Departamento de Estatística. O setor dos serviços liderou com 1164 trabalhadores, representando 78,7% do total da mão de obra.

Dos empregados, 949 eram homens e 530 mulheres, registando quase 1,7 milhões de horas efetivas em I&D, complementadas por cerca de 90 mil horas de pessoal externo integrado em equipas internas. As distribuições por funções destacaram diferenças de género: os homens representaram 8% de investigadores, 57% de técnicos e 35,1% em funções de apoio ou auxiliares, enquanto as mulheres constituíram 13,1% de investigadoras, 24,7% de técnicas e 62,2% em posições de apoio.

As qualificações foram comparáveis entre géneros, com 23,6% dos homens e 24,6% das mulheres a possuírem doutoramentos ou graus com mais de 240 créditos ECTS, como em engenharia, mestrados ou ciências da saúde. A maioria dos trabalhadores enquadrava-se na faixa etária dos 25-54 anos. Os homens concentraram-se fortemente em engenharia e tecnologia (54,4%), enquanto os campos das mulheres foram mais variados, com 26,2% em humanidades e artes e 24,5% em engenharia e tecnologia.

A despesa em I&D interno totalizou 13,9 milhões de euros, um aumento substancial face aos 5,1 milhões de euros em 2022, financiado principalmente por recursos das empresas. As alocações destinaram-se 46,8% à investigação básica, 29,2% à investigação aplicada e 24,1% ao desenvolvimento experimental. As prioridades incluíram infraestruturas (41,5%) e investigação não orientada (21,9%).

Cerca de 11,7% das empresas realizaram I&D interno, com 3,7% a fazê-lo de forma contínua e 8% ocasionalmente; as ciências biológicas e tecnologias representaram apenas 0,3%. As compras externas de I&D atingiram 13,1 milhões de euros, divididos entre 3,9 milhões de euros locais e 9,2 milhões de euros no estrangeiro.

Os indicadores de inovação mostraram que 7,5% das empresas lançaram bens significativamente melhorados e 8,3% novos ou aprimorados serviços. As inovações de processo foram maioritariamente internas (48,5%). Entre os inovadores, a aquisição de maquinaria, software, propriedade intelectual ou edifícios para atividades não relacionadas com I&D destacou-se, afetando 7,5% das empresas a um custo de 12,6 milhões de euros. Mais de 60% consideraram os fatores ambientais bastante ou muito importantes. As principais barreiras incluíram a falta de parceiros de colaboração, classificada como bastante ou muito significativa por 63-81% em vários obstáculos.

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