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Negocios·

Ex-clientes mobilizam-se após falência da Assegurances Generals

Credores franceses, desconfiados dos proprietários da empresa e dos tribunais, exigem transparência para proteger poupanças de uma vida de vendas opacas de ativos e desvalorizações contestadas de terrenos em Canillo.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Cerca de 30 ex-clientes, maioritariamente franceses, organizaram-se para limitar perdas financeiras pessoais após a falência da seguradora
  • Desconfiam dos proprietários da empresa e do sistema de justiça e receiam perder «as poupanças de uma vida»
  • O grupo apresentou requerimentos exigindo atualizações ao juiz da insolvência e alega que os credores não foram devidamente notificados
  • Contestam vendas potenciais de bens a preços baixos e argumentam que alterações ao plano de Canillo não devem desvalorizar imóveis da família Calvó

Cerca de trinta ex-clientes da Assegurances Generals organizaram-se para levar a cabo ações legais e políticas destinadas a limitar o impacto da falência declarada da empresa nas suas finanças pessoais. Afirmam que não confiam nas soluções propostas pelos proprietários da empresa ou pelo sistema de justiça e querem evitar perder «as poupanças de uma vida».

A maioria dos que se mobilizam são cidadãos franceses que em algum momento viveram, ou ainda vivem, no país. Manifestaram o seu descontentamento na última assembleia geral de credores e agora pretendem dar passos adicionais, argumentando que o caso foi mal gerido e está a causar graves prejuízos a pessoas que confiavam numa empresa que se apresentava outrora como solvente.

O grupo está a preparar várias ações e já apresentou documentos, incluindo um pedido para que o juiz responsável pelo processo de insolvência os mantenha informados dos desenvolvimentos. Queixam-se de que os credores nunca foram formalmente notificados das decisões judiciais tomadas no caso e de que lhes faltou informação sobre as medidas prosseguidas pela família Calvó, proprietária da companhia de seguros.

Os participantes descrevem o caso como opaco e até perverso. A sua principal preocupação é que bens ligados à empresa possam ser vendidos a preços anormalmente baixos, o que, dizem, agravaria os prejuízos dos credores.

Contestam também que alterações recentes ao plano urbanístico na paróquia de Canillo — onde a família Calvó detém a maior parte dos seus imóveis — devam justificar uma desvalorização de terrenos, propriedades ou lotes que prejudique os seus interesses. A queixa nota que a intervenção da seguradora ocorreu vários anos antes e que as alterações ao plano tiveram lugar muito depois.

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