FEDA avança com parque eólico do Pic del Maià e interconexão com Espanha no âmbito de plano de investimento de 180 milhões de euros
FEDA prevê lucros estáveis e mantém tarifas de retalho cerca de 40% abaixo das dos países vizinhos enquanto expande renováveis nacionais e capacidade da rede.
Pontos-chave
- Tarifas de retalho ~40% abaixo dos países vizinhos; previsão de lucro 2025 ~28M€ com incerteza de 5-10%.
- Pic del Maià: parque eólico ~40 MW para ~6-8% do consumo atual (~15 000 agregados); licenças e terrenos pendentes.
- Interconexão 220 kV de duplo circuito com Espanha pendente de contrato; revisões ambiental/técnica e trabalhos preparatórios no próximo ano.
- Até ~180M€ necessários em 6-7 anos para projetos incluindo ampliação hidroelétrica, incentivos FV em telhados, biomassa em Soldeu, contadores inteligentes e atualizações da rede.
A FEDA afirma que as suas tarifas de retalho se mantêm cerca de 40% abaixo das dos países vizinhos e espera fechar 2025 com um lucro de cerca de 28 milhões de euros, um nível semelhante ao de 2024. Os números de dezembro não são definitivos e a direção coloca uma margem de incerteza de 5-10% à volta da estimativa. A empresa refere também ter reservas de caixa suficientes para financiar novos projetos e resistir a crises potenciais, afirmando ter recuperado a resiliência financeira após os anos de choque energético.
O parque eólico do Pic del Maià é apresentado como medida central para aumentar a produção nacional em direção à meta da FEDA para 2030 de cerca de 30-33% da procura nacional. A instalação planeada teria cerca de 40 MW de capacidade e espera-se que forneça cerca de 6-8% do consumo atual (reportado variadamente em torno de 7-8%), equivalente ao consumo anual de cerca de 15 000 agregados familiares. A construção está planeada para duas épocas de verão de alta montanha — cerca de oito meses no total, uma época para obras civis e outra para instalação e comissionamento das turbinas — porque as condições de inverno impedem os trabalhos.
As licenças e acordos de terreno para o projeto Maià não estão finalizados e a FEDA ainda não garantiu o uso de terreno necessário, pelo que não é possível definir uma data de início firme. Embora o objetivo de conclusão em 2027 se mantenha «se nada correr mal», os responsáveis da empresa reconhecem que o calendário pode atrasar. A FEDA sublinha que os projetos em áreas naturais protegidas exigem consulta pública e acordo com comunas e partes interessadas locais. A empresa afirma estar a negociar com autoridades locais e grupos ambientais, estar disposta a ajustar a localização das turbinas e deslocar linhas, e planear medidas de mitigação como radar de proteção de aves, mas que chegar a consenso levará tempo.
A FEDA identifica também a ampliação da central hidroelétrica do Ospitalet como passo chave para reduzir a dependência externa; esse projeto tem ainda de completar uma fase de fecho técnico. O consumo anual nacional de eletricidade é reportado em cerca de 625 000 MWh. A FEDA reitera o objetivo de que 100% da eletricidade importada seja renovável, com as importações divididas aproximadamente um terço de França e um terço de Espanha.
No que toca à capacidade transfronteiriça, a FEDA avança com uma interconexão permanente de 220 kV com Espanha: uma ligação de duplo circuito mais atualizações de subestações descritas como o culminar de um esforço de 15 anos para aumentar a capacidade de troca. Os responsáveis esperam que o contrato seja assinado em meses e que os trabalhos preparatórios — incluindo uma revisão ambiental e técnica (ETR) no rio Runer — comecem no primeiro trimestre do próximo ano.
Relativamente à fotovoltaica, a FEDA afirma não dispor atualmente de direitos de terreno para desenvolver um grande parque solar no solo, mas promoverá a geração distribuída. A empresa planeia incentivos para instalações em telhados e não haverá limites gerais a nível nacional, embora note que algumas juntas paroquiais mantêm moratórias cujas bases legais não são claras. A direção minimiza a probabilidade de que queixas ambientais bloqueiem o deployment e reitera a disponibilidade para discutir ajustes locais.
Outras adaptações de infraestrutura incluem atualizações da capacidade de armazenamento em frio em Escaldes, incorporação de biomassa na central de Soldeu, consolidação das redes FEDA Ecoterm e digitalização da rede de baixa tensão com contadores inteligentes. A FEDA sinalizou planos de investimento principais para satisfazer o crescimento esperado da procura — relatórios indicam necessidades de investimento até cerca de 180 milhões de euros nos próximos seis a sete anos — e afirma que a rede pode acomodar aumentos populacionais até cerca de 100 000 habitantes sem grande dificuldade.
A FEDA sublinha que os prazos e custos finais destes projetos dependem de aprovações regulatórias, processos de licenciamento, constrangimentos na cadeia de aprovisionamento e condições meteorológicas, e que os processos de consulta democrática significam que alguns calendários são provisórios.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Llum per a més de 100.000 habitants
- Bon Dia•
Previsible retard del parc del Maià es retardarà: falta l’ús del sòl i el permís d’obra
- Altaveu•
FEDA encara no té 'lligat' el terreny on construir el parc eòlic del Maià
- ARA•
El parc eòlic del Maià s'endarrereix
- El Periòdic•
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- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
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