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FINMA investiga Reyl Intesa Sanpaolo por falhas em branqueamento de capitais ligadas ao extinto banco andorrano BPA

e fundos da elite azeri no valor de mais de 400 milhões de CHF.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • FINMA cita Reyl por lacunas em AML na gestão de fundos subscritos pela BPA para elites azeris, totalizando >400M CHF.
  • Inspeção no local em 2023 detetou milhares de alertas suspeitos ignorados e mais de 1400 contas de clientes não atualizadas.
  • Caso escalado para Divisão de Execução em jan. 2024; sem sanções ainda.
  • BPA em liquidação desde 2015 após ser rotulada preocupação primária de branqueamento pela FinCEN dos EUA.

**Título:** Regulador suíço investiga Reyl por falhas em AML ligadas à BPA **Resumo:** FINMA investiga Reyl Intesa Sanpaolo por fraquezas em sistemas de branqueamento de capitais envolvendo o extinto banco andorrano BPA e fundos da elite azeri.

O regulador financeiro suíço FINMA citou a Banca Privada d’Andorra (BPA) numa investigação à Reyl Intesa Sanpaolo por deficiências nos seus sistemas de prevenção ao branqueamento de capitais, com base em documentos vazados publicados pelo FiltraLeaks.

A correspondência, obtida pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) e pelo Le Monde, lista a BPA como subscritora nomeada de fundos de investimento sob custódia da Reyl. Os investidores subjacentes incluíam nacionais azeris, alguns ligados à família reinante do país. A Reyl confirmou ter atuado como custodiante de dois desses fundos, totalizando mais de 400 milhões de francos suíços, com a BPA a servir de intermediária para estes clientes de alto risco — uma configuração que o próprio banco identificou como de risco elevado.

Durante uma inspeção no local no verão de 2023, a FINMA solicitou registos detalhados sobre estas ligações no âmbito de verificações mais amplas à gestão pela Reyl de pessoas politicamente expostas da Rússia, Ásia Central e Azerbaijão.

Os inspetores detetaram lacunas graves, incluindo milhares de alertas de transações suspeitas ignorados durante meses e mais de 1400 contas de clientes sem atualizações de verificações «know your customer». Estas falhas levaram a FINMA a escalar o caso para a sua Divisão de Execução em janeiro de 2024, embora tenha declarado que não há processos sancionatórios em curso contra a Reyl.

A BPA está em liquidação desde 2015, na sequência de um aviso da FinCEN dos EUA que a classificou como preocupação primária de branqueamento de capitais, desencadeando ações judiciais e administrativas. O caso sublinha o escrutínio persistente sobre bancos suíços que gerem ativos substanciais e de alto perfil sob proteções robustas de sigilo.

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