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Negocios·

Fundador da Dualimind defende adoção pragmática da IA

Alejandro Molero alerta que as empresas estão sobrecarregadas com desinformação sobre IA e defende uma abordagem centrada nos processos e mensurável.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Dualimind, cofundada pelo físico Alejandro Molero, fornece consultoria estratégica e tecnológica em IA.
  • Começam com análise profunda de processos, pessoas e objetivos e implementam IA só onde há valor de negócio claro.
  • O impacto é medido com objetivos claros, revisto após 2-3 meses e ajustado até melhorias sustentáveis.
  • Molero espera que a IA automatize tarefas, não profissões inteiras; defende educação, pensamento crítico e adoção contextual; Andorra como campo de testes ágil.

Alejandro Molero, licenciado em física e matemática e cofundador da Dualimind, afirma que as empresas estão sobrecarregadas com desinformação sobre inteligência artificial. Após trabalhar na start-up Purple Line — reconhecida como empresa inovadora —, ele e os seus parceiros criaram a Dualimind para fornecer consultoria tecnológica e estratégica em IA a empresas que procuram transformação.

Molero argumenta que o principal desafio atual é a saturação de ferramentas e a falta de compreensão dos seus limites. Muitas organizações implementam soluções de IA sem expectativas realistas; a adoção genuína, diz ele, requer julgamento, tempo e pragmatismo, em vez de ver a IA como uma varinha mágica.

A Dualimind começa com uma análise profunda dos processos, das pessoas e dos objetivos. Só quando é identificado um valor de negócio claro é que concebem soluções personalizadas que combinam tecnologia, estratégia e talento. O foco está na aplicação da IA onde produz melhorias mensuráveis e sustentáveis.

O impacto é medido definindo objetivos iniciais claros, implementando mudanças e revendo os resultados após dois ou três meses. Se os resultados forem insuficientes, as soluções são ajustadas até que a melhoria seja eficaz e duradoura.

Sobre o futuro próximo da IA, Molero nota que a tecnologia avança rapidamente, mas continua limitada. Espera uma grande mudança quando os modelos puderem raciocinar verdadeiramente, mas não consegue prever se isso acontecerá dentro de um ano ou em quinze.

No que diz respeito ao emprego, Molero não acredita que a IA vai substituir profissões inteiras, como jornalismo ou programação. Em vez disso, vai automatizar tarefas específicas — por exemplo, redigir artigos ou gerar código —, mantendo a necessidade de supervisão e julgamento contextual. Isso, diz ele, deve permitir que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor.

Aconselha a sociedade a priorizar a educação: aprender a usar a IA para libertar as pessoas de tarefas de baixo valor e reforçar o pensamento crítico, a criatividade e as competências humanas. Um erro comum das empresas é confundir um chatbot com uma solução inteligente completa e esperar resultados irrealistas; o problema central é adaptar a tecnologia ao contexto, não a tecnologia em si.

Molero vê Andorra bem posicionada para atuar como um laboratório ágil de inovação. O seu pequeno tamanho e flexibilidade, combinados com empresas dispostas a experimentar quando devidamente guiadas, podem torná-la um ambiente favorável para testar e adotar novas tecnologias.

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Fontes originais

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