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Fundo de Pensões da Andorra atinge retorno de 4,02% em 9M 2025 e supera pares

O fundo de reserva de pensões da Andorra obteve ganhos sólidos até setembro de 2025, superando os pares da zona euro apesar de uma ligeira queda face ao benchmark.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Portfólio atingiu 1917,9M€, +73,68M€ (retorno de 4,02%) até Q3 2025.
  • Superou pares da zona euro (3,17%), benchmark UBS (3,54%), fundos italianos (3,6%).
  • Atraso de 0,13pp face ao índice de referência; ganhos de rendimentos fixos e ações.
  • 28 violações menores de mandato resolvidas rapidamente, sem impacto na estratégia devido à diversificação.

Os gestores do fundo de reserva de pensões da Andorra relataram um desempenho forte nos primeiros nove meses de 2025, com retornos que superaram os de fundos europeus comparáveis, apesar de uma ligeira queda face ao índice de referência.

O relatório trimestral de supervisão da gestão do fundo e execução orçamental, submetido ao Consell General e relativo ao terceiro trimestre até 30 de setembro, mostra que o portfólio de investimento atingiu 1917,9 milhões de euros. Ganhos de 73,68 milhões de euros corresponderam a um retorno de 4,02%, valor que melhorou desde então com os dados de outubro e novembro.

Este resultado superou a média de fundos mistos semelhantes na zona euro (3,17% para aqueles com 25-35% de exposição a ações), o benchmark Mitja Caisse de 100 fundos detidos na UBS (3,54%) e os fundos de pensões mistos italianos (3,6%). Tanto os rendimentos fixos como as ações contribuíram positivamente, indica o relatório.

O índice de referência fixou-se em 4,15%, deixando o fundo 0,13 pontos percentuais atrás. Os gestores salientam que a diferença é estreita e destacam os resultados superiores face às entidades pares.

A supervisão de cinco gestores de ativos — três ligados a bancos andorranos (Andbank, Creand, MoraBanc) e duas empresas estrangeiras (Amundi, Natixis) — mais os portfólios internos identificou 28 violações menores de mandato no período, contra quatro em todo o ano de 2024. Três resultaram de decisões de gestores ativos ou controlos pré-negociação defeituosos em novos mandatos; os restantes 25 surgiram de flutuações no valor dos ativos ou descidas de rating de crédito.

Todas foram resolvidas rapidamente antes do fim do trimestre, sem impacto na estratégia global do portfólio graças à ampla diversificação de ativos. Se ocorrerem perdas, os gestores devem reembolsá-las, enfatiza o relatório.

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