Investidores Franceses Enfrentam Perdas de 40-60% em Fundo Andorrano Liquidado, Apelo a Macron
Centenas de Toulouse e Occitanie arriscam perder poupanças de uma vida no fundo de 13 M€ da seguradora AGA após falência opaca; vítimas pedem ao presidente.
Pontos-chave
- 500+ investidores franceses perdem 40-60% em fundo de 13 M€ com promessas de 3,5% de retorno, apostas médias de 100k€ em poupanças de vida.
- Tribunal andorrano declarou AGA falida em 2019, liquidação deixou défice >30 M€ após dívidas de 80 M€.
- Acusações à família Calvo-Boronat de subavaliarem ativos imobiliários para favorecer locais sobre credores estrangeiros.
- Grupo de vítimas apela a Macron, tribunais, UE por auditoria, recuperação e ações contra corretores.
Centenas de investidores franceses, principalmente de Toulouse e Occitanie, enfrentam perdas de 40-60% nas poupanças de uma vida colocadas num fundo de alto rendimento gerido pela seguradora andorrana agora liquidada Assegurances Generals (AGA). O grupo de vítimas, Groupement de Défense des Créanciers d’AGA, planeia apelar diretamente ao Presidente francês Emmanuel Macron, na sua qualidade de copríncipe de Andorra, para intervenção que garanta transparência, uma auditoria independente e possível recuperação de fundos.
O fundo de 13 milhões de euros atraiu mais de 500 investidores, maioritariamente franceses, com garantias de um retorno anual de 3,5% mais bónus. As participações médias eram de 100 000 €, frequentemente poupanças de toda a vida ou planos de reforma. «Investi as poupanças de toda a vida da minha mãe, cerca de 300 000 €, com total confiança», disse Guy, residente reformado de Toulouse. Outra vítima, Marie de Montauban, descreveu sentir-se ignorada perante a falta de explicações claras.
Os tribunais andorranos declararam a AGA falida a 26 de dezembro de 2019, sem declaração prévia de suspensão de pagamentos, desencadeando uma liquidação rápida em dois ou três meses. Após mais de cinco anos sem atualizações das autoridades judiciais ou financeiras, uma assembleia de credores em março notificou cerca de 400 titulares de seguros de vida — considerados «privilegiados» entre quase 900 credores reconhecidos — das perdas esperadas.
O grupo acusa a família Calvo-Boronat, acionistas e gestores da AGA, de ter misturado bens pessoais e da empresa em projetos imobiliários andorranos. Embora os bens da família sejam estimados em perto de 200 milhões de euros, o relatório oficial de liquidação avaliou os ativos consolidados em 49,5 milhões de euros face a dívidas superiores a 80 milhões de euros, criando um défice superior a 30 milhões de euros. Uma avaliação independente da Grant Thornton forneceu valorizações contraditórias, particularmente no imobiliário, alimentando suspeitas de subavaliação a favor de interesses locais em detrimento de pequenos investidores franceses e espanhóis.
O corretor de Toulouse Gérard Fiorenzo, que perdeu 150 000 € e promoveu o produto, destacou a falta de alertas precoces de um operador que chamou «histórico e de confiança», bem como o processo precipitado. Formado por cerca de 30 vítimas de Occitanie, o grupo contactou o juiz do tribunal civil andorrano em novembro passado, apelou ao Parlamento Europeu, escreveu à Batllia e organiza agora uma assembleia aberta para outros afetados. Estão também a explorar ações conjuntas com grupos de consumidores franceses e espanhóis e possíveis passos legais em França contra corretores que promoveram o fundo.
O coletivo descreve a liquidação como opaca e injustificada, deixando muitos credores incapazes de recuperar mesmo investimentos parciais, e espera que a intervenção de Macron promova responsabilização governamental.
Fontes originais
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