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Joan Quera Font, líder bancário andorrano, morre aos 69 anos

Antigo diretor-geral do Banc Internacional-Banca Mora e figura chave no setor financeiro de Andorra faleceu na sexta-feira em Barcelona.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuARA

Pontos-chave

  • Entrou no Banc Internacional-Banca Mora em 2003 vindo do BBVA, supervisionou transição para propriedade andorrana em 2006.
  • Liderou fusão falhada com Andbank em 2007 e expansão internacional.
  • Membro do conselho da MoraBanc até 2015 e 2018-2021; administrou brevemente a BPA após intervenção em 2015.
  • Velatória: 18 Jan 12:30-19 Jan 11:00; funeral 19 Jan 11:00 no Sant Gervasi, Barcelona.

Joan Quera Font, figura proeminente na indústria bancária de Andorra e antigo diretor-geral do Banc Internacional-Banca Mora, morreu na sexta-feira em Barcelona, aos 69 anos.

Quera mudou-se para Andorra em 2003 a partir dos serviços centrais do BBVA, onde trabalhara como diretor-geral adjunto responsável pelos riscos de banca de retalho em Espanha e Portugal. A sua carreira incluiu anteriormente funções no Bankinter e na Argentaria, que se fundiu no BBVA. De 2003 a 2011, serviu como diretor-geral e mais tarde diretor-geral executivo do Banc Internacional-Banca Mora, guiando o banco na sua transição completa para propriedade andorrana. Em 2006, as famílias fundadoras Mora e Aristot compraram a participação do BBVA, que o grupo espanhol detinha desde 1970. Sob a sua liderança, o banco expandiu-se internacionalmente e prosseguiu uma fusão com a Andbank em 2007 que fracassou apesar dos anúncios e preparativos iniciais.

Quera reformou-se precocemente do BBVA em 2011 ao abrigo de acordos existentes e entregou o cargo de diretor-geral a Gilles Serra, então do Crédit Agricole Private Banking España. Permaneceu no conselho de administração da MoraBanc — após a mudança de marca do banco — até 2015 e novamente de 2018 a 2021. Em 2015, embora não estivesse no conselho, juntou-se a Carles Salvadó e Santiago Guillén como um dos três administradores da Banca Privada d'Andorra (BPA) após intervenção governamental desencadeada por uma notificação do FinCEN dos EUA que fechou efetivamente o banco. Tirou licença da MoraBanc para o cargo a curto prazo, que terminou com a criação da Agência de Resolução de Entidades Bancárias (AREB). Depois, cláusulas da Autoridade Financeira Andorrana (INAF) impediram o seu regresso à MoraBanc apesar das suas intenções, levando a atritos reportados com os executivos do banco e o regulador.

A velatória está agendada para hoje, 18 de janeiro, a partir das 12:30 na Sala 2 da casa funerária Sant Gervasi, em Barcelona, e prolonga-se até às 11:00 de 19 de janeiro. A cerimónia fúnebre segue no mesmo local às 11:00 de 19 de janeiro.

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