Mariona González do Barcelona defende o grau LEINN 'Aprender Fazendo'
Os alunos formam empresas reais desde o primeiro dia neste programa de origem finlandesa que enfatiza empreendedorismo, inovação e aprendizagem validada pelo mercado.
Pontos-chave
- Alunos criam empresas reais desde o primeiro dia, aprendendo através de projetos em IA, marketing e mais.
- Viagens à Finlândia e deslocações globais expõem os alunos a novos modelos de negócio.
- Lucros obrigatórios; «Aprender Faturando» valida o sucesso no mercado com 80 mentores.
- 35% dos finalistas continuam as empresas; foca impacto social/ambiental e pensamento crítico.
Mariona González, uma barcelonesa de 50 anos, defende uma abordagem prática à educação conhecida como «Aprender Fazendo». Ela falará sobre o LEINN — um grau universitário oficial de quatro anos em liderança, empreendedorismo e inovação — às 19:30 de segunda e terça-feira no Roc Blanc.
O LEINN surgiu há mais de 30 anos na Finlândia e distingue-se por os alunos formarem empresas reais desde o primeiro dia. Essas empresas servem como veículo principal de aprendizagem ao longo do programa. Em vez de aulas tradicionais, os alunos desenvolvem projetos concretos, aprendendo competências como direito comercial através de interações práticas com fornecedores e clientes.
As viagens desempenham um papel chave, com deslocações de negócios a expor os alunos a oportunidades globais. Os alunos do primeiro ano, por exemplo, levam os seus projetos iniciais à Finlândia e regressam com novos modelos de negócio. Os projetos abrangem áreas diversas, incluindo agências de marketing digital, consultoras de IA, empresas de planeamento de eventos e negócios de corte laser. Os alunos devem seguir ideias que os entusiasmem verdadeiramente, apoiados por uma equipa de 80 mentores.
Gerar lucros é essencial, validando que os alunos entregam valor real aos clientes. González descreve isto como avançar para além do «Aprender Fazendo» para o «Aprender Faturando», onde o mercado julga em última instância o sucesso dos projetos.
No final do quarto ano, as empresas encerram, levando os alunos a decidir os próximos passos. Cerca de 35% prosseguem com as empresas nascidas durante o grau, como a Gloop — colheres comestíveis — ou as calças One Dilemma, lançadas por recentes finalistas que agora geram 1 milhão de euros de receita anual.
González, anteriormente do terceiro setor, assumiu a direção da Team Labs após assistir a um dia aberto com a filha. Ela enfatiza alinhar os projetos com impacto social e ambiental positivo. «É o mercado que valida os projetos dos nossos alunos», disse ela.
Enquanto muitos graus universitários se centram na transmissão de conhecimentos — agora facilmente acessíveis online —, o LEINN prioriza o pensamento crítico. González vê esperança em 200 jovens ansiosos por inovar de forma diferente.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: