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Moneyval insta Andorra a reforçar TFS e transparência nas transferências

Moneyval do Conselho da Europa recomenda que Andorra melhore sanções financeiras direcionadas e conformidade com a Travel Rule para combater branqueamento de capitais e.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Moneyval exige enquadramento legal claro e eficaz de TFS em Andorra para congelamentos de bens e proibições.
  • Formação sobre TFS e Travel Rule do FATF é limitada e ocasional em Andorra.
  • Implementação da Travel Rule globalmente em 46%; Andorra agrupada com subperformers como Montenegro.
  • Lacunas aumentam riscos de BC/FT; necessárias melhorias em regulação, supervisão e construção de capacidades.

**Moneyval insta Andorra a reforçar sanções financeiras direcionadas e transparência nas transferências**

O comité Moneyval do Conselho da Europa recomendou que Andorra avance na regulação das sanções financeiras direcionadas (TFS) e reforce a transparência nas transferências financeiras para colmatar vulnerabilidades na prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.

Num relatório publicado esta semana, o organismo — que supervisiona o cumprimento das normas do Grupo de Ação Financeira (FATF) nos Estados-membros — sublinhou a necessidade de um enquadramento legal claro e eficaz para aplicar as TFS sem demora. Estas sanções incluem o congelamento de bens e proibições destinadas a impedir que fundos ou recursos económicos cheguem a pessoas ou entidades designadas, direta ou indiretamente.

O Moneyval observou que os programas de formação em Andorra sobre TFS e a Travel Rule do FATF oferecem apenas uma cobertura limitada ou ocasional no âmbito de esforços mais amplos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo. Embora muitas jurisdições abordem estes temas, só uma minoria os trata de forma sistemática e aprofundada, incluindo a Bulgária, Gibraltar e Malta. O relatório agrupa Andorra com locais como Montenegro e Eslováquia, onde tal formação permanece mais superficial.

A Travel Rule, ao abrigo da Recomendação 16 do FATF, exige a recolha, transmissão e disponibilização de dados sobre o originador e o beneficiário em transferências de ativos virtuais para garantir rastreabilidade. A nível global, a implementação atrasa-se, com apenas 46% das jurisdições totalmente em vigor.

Estas lacunas na regulação, supervisão, formação e aplicação da Travel Rule aumentam os riscos para o enquadramento internacional contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, alertou o Moneyval. Instou países como Andorra a reforçarem as suas estruturas legais, supervisão e construção de capacidades para as partes envolvidas, de modo a atingir os padrões globais.

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