Mulheres a Derrubar Barreiras nos Setores de Engenharia e Construção Masculinizados de Andorra
Profissionais femininas do Heracles Group, Eco Grup e outras relatam aumento do número de mulheres em engenharia, operações, tecnologia e até camiões.
Pontos-chave
- Na Unitas do Heracles, as mulheres superam agora os homens entre os técnicos pela primeira vez.
- A Eco Grup contratou mulheres para tarefas na central em 2025; elas performam igual aos homens.
- Patricia Duarte é a única condutora de camião de construção feminina em Andorra na Copsa, provando os céticos errados.
- Especialistas defendem mérito em vez de quotas de género em funções técnicas e de segurança.
As mulheres estão a aumentar progressivamente a sua presença nos setores de engenharia, construção, operações, serviços ambientais e tecnologia de Andorra, há muito dominados por homens, como evidenciam profissionais do Heracles Group e de outras empresas.
Na divisão Unitas do Heracles, a engenheira civil Marian Fernández, com 26 anos na construção e quatro no Principado, relata uma mudança: as mulheres superam agora os homens entre os técnicos, uma primeira na sua experiência. Recorda ter sido uma de seis mulheres entre 700 estudantes universitários. «Sou uma mulher muito sensível. Se preciso de chorar, choro. Mas isso não compromete a minha capacidade de pensar ou executar», disse. Fernández nota menos mulheres na condução de camiões e no trabalho com sucata, tanto no Heracles como na indústria em geral.
Ecoando isto, Soledad Prieto, responsável de operações na Eco Grup, gere recolhas noturnas de cartão e coordenação de trabalhadores. Em 2025, a empresa contratou duas mulheres para tarefas na central; uma ficou, a outra foi para a Pirinenca. «É desafiante no início, mas elas conseguem. Fazem o mesmo trabalho que os colegas homens», observou Prieto.
Elena Manteiga, responsável pelos turnos noturnos na Pirinenca de Serveis, incentiva as outras: «Vocês são capazes», disse, apontando o crescente envolvimento feminino.
Na segurança da construção, Pia Smith foi uma de quatro mulheres numa turma universitária de 40, mas vê agora mais prevençãoistas femininas. «É um mundo duro, mas mais mulheres estão a trabalhar nele», notou.
A técnica ambiental Clara Reguant sublinha a colaboração no setor de forte predominância masculina. «A chave é envolver toda a gente no projeto e trabalhar em conjunto para a melhoria ambiental», disse, elogiando as contratações femininas do Heracles e defendendo o equilíbrio de género pelo benefício mútuo.
A programadora Coral Garcia, atraída por computadores, motos e carros desde criança, defende a contratação baseada no mérito. «O talento e as capacidades importam, independentemente de ser homem ou mulher. Não devemos priorizar as mulheres só por serem mulheres», afirmou.
Além do Heracles, destaca-se Patricia Duarte como a única condutora de camião de construção feminina em Andorra na Copsa, cargo que ocupa há quase dois anos após seis a conduzir autocarros. Buscando horários estáveis após ser mãe, transporta agora terra, cascalho e pedra entre obras e aterros. A condução em obra difere das estradas, com terreno escorregadio como «conduzir sempre com neve ou gelo», mais inclinações, ruído e maquinaria pesada. Percursos curtos frustram-na — «alguns dias são 40 vezes 100 metros» — e percalços iniciais como ficar presa no lodo testaram-na. No ambiente masculino, o carácter é essencial: os colegas aceitam-na e ajudam-na, apesar das piadas grosseiras. Uma vez, parou firmemente um apelido ofensivo. O preconceito de antigos passageiros de autocarro magoou mais, questionando a sua maternidade. Agora, é «a princesa de todos» com ajuda sempre pronta. No Dia Internacional da Mulher, Duarte exortou: «Temos a mesma capacidade que os homens. Se podemos conduzir um carro ou moto, podemos conduzir um autocarro ou camião.» O seu conselho: provar os céticos errados pelo trabalho. «Se alguém diz que não podes porque és mulher, mostra-lhes com o teu trabalho que estão enganados.»
Estes testemunhos sublinham que a competência profissional transcende o género, desafiando estereótipos nos campos técnicos de Andorra.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- El Periòdic•
Professionals reivindiquen el paper de les dones en sectors tècnics i industrials tradicionalment masculinitzats
- Diari d'Andorra•
El talent femení guanya espai en professions tècniques i operatives
- El Periòdic•
Fer-se un lloc en un ofici d’homes: “Si algú diu que no pots perquè ets dona, demostra-li amb la feina que s’equivoca”