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PIB per capita de Andorra sobe 1,5% para 34 471 € em 2024 com forte crescimento

Economia de Andorra expandiu 3,8% em 2024 com ganhos na construção, serviços e banca, enquanto a dívida pública caiu e o FMI prevê abrandamento para 2,3%.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon DiaARAEl Periòdic

Pontos-chave

  • PIB real per capita +1,5% para 34 471 €; crescimento 3,8% liderado por construção (+13,9%), serviços (+12,3%).
  • Lucros bancários 175 M€ (ROE 11,1%); dívida pública para 32,9% do PIB.
  • FMI prevê crescimento PIB 2026 em 2,3%; desemprego para 1,1%, risco de pobreza em 16,4%.
  • FMI recomenda eliminar controlos de rendas até 2027, reformas nas pensões para população envelhecida.

O PIB real per capita de Andorra subiu 1,5% para 34 471 € em 2024, impulsionado por um crescimento global do PIB real de 3,8% em meio a aumentos populacionais, mostram dados do Departamento de Estatística. Setores-chave incluíram a construção (+13,9%), serviços profissionais (+12,3%) e administração pública, educação e saúde (+10,6%). Os lucros bancários atingiram 175 milhões de €, contra 163 milhões de € em 2023, com retorno sobre o capital próprio de 11,1%.

A dívida pública caiu mais para 1,229 mil milhões de € (32,9% do PIB), abaixo do pico de 2021 de 1,366 mil milhões de € (48,6%). As receitas de imposto corporativo ultrapassaram 100 milhões de € pós-pandemia e estão previstas em 160 milhões de € este ano, possivelmente mais apesar das tensões no Médio Oriente. Os impostos diretos totais, incluindo rendimentos pessoais e taxas de não residentes, podem atingir 256 milhões de €, com impostos indiretos em torno de 360 milhões de €. As taxas efetivas baixas para bancos e hotéis — inferiores a 5% — resultam de lucros no estrangeiro tributados lá, deduções por dívidas de crises passadas, regras do BCE, despesas de agências e investimentos.

O relatório do FMI de março de 2026, apresentado pelo chefe da missão Jeff Danforth e pelo ministro das Finanças Ramon Lladós, prevê um crescimento do PIB de 2,3% em 2026, abaixo das estimativas anteriores de 2,9% e do real de 2,9% em 2025. O crescimento a longo prazo converge para 1,5% até 2030, acima das médias europeias. A expansão real de 2025 superou as previsões, impulsionada por finanças, imobiliário e turismo, embora a diversificação esteja atrasada.

Os indicadores laborais foram estáveis: desemprego em 1,5%, previsto cair para 1,1% até final de 2026; a participação caiu para 84,2% entre 2022-2024. Os riscos sociais subiram ligeiramente, com a taxa de risco de pobreza ou exclusão em 16,4% (acima dos 13,6% de 2023), embora a privação grave tenha aliviado para 5,0% e os agregados de baixa intensidade laboral para 1,4%. O superávit orçamental deve estreitar-se face aos 2,5% de 2025 devido a um crescimento fiscal mais lento e maiores despesas de saúde. A inflação deve abrandar para 2,3% em 2026 e 2% em 2027.

O impacto do fecho da RN-20 no PIB é modelado em 0,1-0,2% no total, principalmente no 1.º trimestre, mais 0,3% de arrasto fiscal da ajuda a Pas de la Casa — estimativas devido à falta de dados concretos, notou Danforth. Lladós descreveu os impactos como «significativos para empresas locais, mas limitados a nível da economia» graças à diversificação, com análise mais profunda pendente.

Sobre habitação, o FMI recomenda eliminar progressivamente os controlos de rendas até 2027 para deixar os mercados equilibrarem-se, com apoios direcionados a grupos vulneráveis em vez de congelamentos gerais. Danforth disse que o mercado deve «encontrar o seu equilíbrio», aceitando subidas transitórias de preços dadas as lacunas do mercado regulado, e prefere apoios específicos a intervenções gerais. Lladós confirmou uma implementação gradual para evitar choques. Os limites de compra para residentes passivos — agora 1 milhão de €, contra 800 000 € — são vistos como de efeito mínimo no investimento estrangeiro. A Unió Sindical d'Andorra (USdA) rejeitou a posição, com o secretário-geral Gabriel Ubach a afirmar que o FMI «não conhece a realidade de Andorra», alertando para conflitos sociais para pensionistas, jovens e trabalhadores. A Associació de Propietaris de Béns Immobles (APBI) acolheu-a, com o presidente Jordi Marticella a interpretá-la como um apelo para acelerar o descongelamento enquanto se apoia os necessitados.

As tensões no Médio Oriente, incluindo o Irão, aumentam riscos de preços de energia sob vigilância, com atualização planeada para abril. Danforth sublinhou a incerteza, mas impactos prováveis em combustíveis dependendo da duração. O FMI defende reformas urgentes nas pensões — idade de reforma mais alta, contribuições — para permitir mudanças na saúde face ao envelhecimento, mais impulso público-privado digital/TIC contra riscos turísticos como clima e fronteiras. As negociações de associação à UE podem atrasar-se mas impulsionar investimento apesar de custos de adaptação; Lladós elogiou a revisão «minuciosa e independente» como valiosa para políticas. Os riscos mantêm-se equilibrados mas incluem choques externos, vulnerabilidade de infraestruturas e demografia.

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Fontes originais

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