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Negocios·

Relatório da AGIA revela subida de 13% anual nos preços, oferta em queda e transações em alta, a excluir trabalhadores

com a procura de residentes e investidores a disparar.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaARA

Pontos-chave

  • Preços +13% YoY para 4373 €/m²; apartamentos 4440 € (+6,5%), casas 3256 € (+34%)
  • Oferta -13% para 1551 casas; vendas T3 2025 atingem 575 (+65% YoY), valor 342 M€
  • Listagens acessíveis <300k€ caem para 7,5%; 40% vendas >500k€, 30% >1M€
  • Especialista pede unidades menores, benefícios fiscais para residentes para facilitar acesso dos trabalhadores

O Col·legi Professional d’Agents i Gestors Immobiliaris d’Andorra (AGIA) publicou na quinta-feira a sua quarta análise de mercado, mostrando os preços das propriedades a atingirem um recorde de 4373 euros por metro quadrado, em meio a uma queda de 12,7-13% na oferta e a uma procura em forte aumento.

Os preços médios subiram 12,9-13% em termos homólogos, 46,5% em três anos e 81,5% em cinco anos. Os apartamentos tiveram uma média de 4440 euros por metro quadrado, mais 6,5% anualmente, enquanto as casas unifamiliares atingiram 3256 euros por metro quadrado, um aumento de 34%. Escaldes-Engordany liderou os preços por paróquia com 5408 euros por metro quadrado (mais 5%), seguido de Andorra la Vella com 5106 euros (mais 41,3%). Os preços finais de transação superaram frequentemente as listagens, atingindo 6737 euros por metro quadrado em alguns negócios — bem acima da média de 4373 euros —, destacando um mercado tenso em que os compradores pagaram prémios.

O preço médio das casas listadas foi de 1,256 milhões de euros no terceiro trimestre de 2024, com apartamentos a 956 401 euros. Quatro em cada dez vendas superaram 500 000 euros e três em cada dez ultrapassaram 1 milhão de euros. A habitação acessível encolheu: apenas 7,5% das listagens estavam abaixo de 300 000 euros, contra 13% há seis meses, enquanto 73% superavam 500 000 euros. As unidades pequenas com menos de 80 metros quadrados representavam apenas 17,3% da oferta, desalinhadas com os agregados familiares médios de 2,2-2,3 pessoas. As construções novas tinham em média 242 metros quadrados, a empurrar os preços para cima.

A oferta estava em 1551 casas após a descida de 13%. As transações dispararam, com 575 no terceiro trimestre de 2025 — um aumento de 65,2% em termos homólogos — e 2218-2234 no último ano, o máximo em uma década. O valor total atingiu 342,42 milhões de euros no trimestre (mais 28,4%) e quase 1,4 mil milhões de euros no ano até à data, recordes desde 2013. Andorra registou 25 vendas por 1000 residentes anualmente, superando os 10-14 de Espanha e refletindo um forte crescimento local (2,3%, ou 2000 novos residentes) mais o interesse de investidores estrangeiros.

Luis Alberto Fabra, diretor da cátedra de imobiliário da Universidade de Zaragoza e autor do relatório, alertou que os trabalhadores enfrentam barreiras importantes à compra. Defendeu um tratamento fiscal diferenciado para residentes face a investidores, unidades mais pequenas como 70 metros quadrados a cerca de 260 000-280 000 euros, a divisão de casas grandes em mais unidades e regras comuns a permitir construções mais densas. Os promotores prefeririam mais unidades a preços mais baixos para viabilidade, disse, enquanto limites aos compradores estrangeiros dependem da estratégia do governo. A oferta de arrendamento caiu para 165 unidades no final de 2025 (menos 37% em relação ao semestre anterior), com nove em cada dez listagens para venda; as médias eram de 25,7 euros por metro quadrado ou 3208 euros mensais.

As autoridades não reagiram às conclusões.

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