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Regulador andorrano multa ex-diretores do BPA após revogação judicial

AFA impõe proibições permanentes e multas de 150 mil euros ao antigo conselho da Banca Privada d’Andorra por infrações de 2015, apesar de anulação anterior e acusações de parcialidade.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Uma infração muito grave e duas graves da intervenção de 2015 ligada ao FinCEN.
  • Proibição administrativa permanente para acionistas maioritários; duas suspensões de 10 anos e multas de 150 mil euros cada.
  • Segundas sanções após tribunais anularem as primeiras por erros processuais.
  • Visados vão recorrer, citando parcialidade do presidente da AFA por comentários passados de 'bandolers'.

O antigo conselho de administração da Banca Privada d’Andorra (BPA), que foi nacionalizada e está agora em liquidação, recebeu novas sanções da Autoridade Financeira Andorrana (AFA). As penalizações incluem uma infração muito grave e duas graves, decorrentes da intervenção no banco após um aviso do FinCEN em 10 de março de 2015.

Trata-se da segunda vez que a AFA impõe tais medidas ao grupo. Os tribunais anularam anteriormente as sanções iniciais devido a falhas processuais, incluindo notificações genéricas. As partes afetadas argumentam que os factos subjacentes estão agora prescritos. Apesar disso, a AFA reabriu os processos, concluindo os mais recentes em menos de um ano — um prazo notavelmente rápido em comparação com a primeira ronda.

As penalizações mais severas visam os antigos acionistas maioritários da BPA. Estas incluem uma proibição permanente de exercer funções administrativas ou executivas pela infração muito grave, ao abrigo das regras disciplinares financeiras em vigor na altura da intervenção de 2015. Duas suspensões de 10 anos aplicam-se às infrações graves, juntamente com multas no total de 150 mil euros para cada um dos três principais visados.

A maioria dos penalizados planeia contestar as decisões em tribunal, questionando tanto o processo como o fundo. Destacam o que descrevem como uma parcialidade evidente do presidente da AFA, Eric Jover, que foi ministro das Finanças durante a tomada de controlo do banco e o processo de sanção inicial. Os comentários passados de Jover terão destaque nos recursos: enquanto ministro, tweetou que os proprietários da BPA, Higini e Ramon Cierco, eram «bandolers» (bandidos). O líder empresarial andorrano Iago Andreu ecoou isto, chamando-lhes «xusma» (ralé).

O tribunal superior de Andorra, secção civil, decidiu mais tarde que ambas as declarações violaram o direito ao bom nome dos homens, ordenando retratações públicas e reconhecimentos de correção judicial. Os antigos executivos sustentam que este historial compromete a imparcialidade da AFA, acusando-a de explorar lacunas processuais menores para os perseguir novamente. Espera-se em breve revisão judicial das sanções.

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Fontes originais

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