Nova taxa não reembolsável de 50 mil euros e exigência de investimento de 1 milhão para residência passiva estão a dissuadir profissionais de alto valor
profissionais a abandonar planos de realocação em meio a incerteza regulatória.
Pontos-chave
- Andorra suspende pedidos de residência passiva após quota de 600 preenchida; nova lei exige taxa não reembolsável de 50 mil euros e investimento de 1M.
- Especialistas dizem que taxa de 50 mil euros para empreendedores causa desistência de profissionais de alto valor na economia digital.
- Consultores fiscais citam insegurança jurídica e medidas populistas a prejudicar o crescimento económico a longo prazo.
- Alertas para impacto a médio prazo que bloqueia inovadores, arriscando o estatuto de hub de negócios de Andorra.
**Título:** A taxa de residência de 50 mil euros de Andorra dissuade empreendedores, alertam especialistas **Resumo:** Consultores fiscais relatam que a nova contribuição não reembolsável de 50.000 euros para empreendedores estrangeiros está a causar a desistência de profissionais de alto valor potenciais em... **Corpo:** Andorra suspendeu novos pedidos de residência passiva após esgotar uma quota de 600 autorizações aberta em março de 2023, enquanto o governo aguarda a entrada em vigor de uma nova lei que impõe requisitos mais rigorosos, incluindo um pagamento não reembolsável de 50.000 euros à Autoridade Financeira Andorrana (AFA). O governo instruiu os consultores a não submeter mais pedidos, pois serão recusados. Autoridades indicaram que nenhuma nova quota será aberta até que a Lei de Consolidação e Continuidade de Medidas para o Crescimento Sustentável — aprovada quinta-feira pelo Conselho Geral — entre em vigor, provavelmente dentro de cerca de três semanas, pendente de sanção pelos Co-Príncipes. É esperada uma nova quota, mas com regras mais duras: investimento mínimo de 1 milhão de euros em ativos andorranos mais a contribuição não reembolsável de 50.000 euros. A quota esgotada incluía 490 autorizações para residência sem atividade lucrativa, 30 para profissionais com projeção internacional, 50 por razões científicas, culturais ou desportivas, e 30 para instalações geriátricas ou de cuidados médicos privados. Consultores fiscais e especialistas jurídicos alertam que estas mudanças, juntamente com aumentos semelhantes para trabalhadores por conta própria, criadores de conteúdo e empreendedores, já estão a prejudicar o apelo de Andorra. A taxa de 50.000 euros para empreendedores estrangeiros está a levar profissionais de alto valor em empreendedorismo, economia digital e inovação a abandonar planos de realocação em meio a incerteza regulatória. Albert Barroso, sócio da Grup Abast, destacou as preocupações dos clientes com a insegurança jurídica, afirmando que isso prejudica a reputação do país. Pere Augé, diretor-geral da Augé Holding Group, observou que indivíduos com projetos sólidos estão a reconsiderar, com alguns a desistir completamente. Ambos descreveram as medidas como populistas, oferecendo ganhos políticos de curto prazo mas arriscando danos económicos de longo prazo, especialmente se incompatíveis com um futuro acordo de associação à UE. Especialistas preveem impactos a médio prazo, bloqueando inovadores com capital limitado que anteriormente contribuíam facilmente para a economia. Os consultores apelam a uma revisão para preservar o estatuto de Andorra como hub de negócios e inovação.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Altaveu•
"No pot ser que qui vingui al país als 40 anys cobri la mateixa pensió que qui cotitza des dels 18"
- ARA•
Els assessors fiscals esclaten per la taxa de 50.000 euros als emprenedors forans
- ARA•
Els assessors fiscals veuen "populista" endurir les aportacions als residents passius
- Altaveu•
Esgotada la quota per a residents passius