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Tribunal de Andorra alarga acusação no caso Landstreet da BPA

Tribunal de Batllia reforça acusações por referências ilegais e contribuições não pagas na entidade Landstreet da BPA, mantendo congelamentos de bens em meio a processo espanhol.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Tribunal declara ilegal contrato de referência Landstreet-México, com riscos de branqueamento sem licenças.
  • Acusa três quadros da Landstreet por evasão de pagamentos CASS em 'honorários de consultoria' ao fundo Dolphin.
  • Mantém congelamentos de contas de funcionários BPA e fornecedores; um executivo ilibado de responsabilidade.
  • CEO da BPA testemunha no julgamento Pujol em Espanha sobre pressões policiais e contas rotineiras da família Pujol.

O tribunal de Batllia, em Andorra, alargou a acusação no caso Landstreet ligado à Banca Privada d’Andorra (BPA) nacionalizada, apoiando as reivindicações do Fundo de Segurança Social de Andorra (CASS) e do Ministério Público. A decisão de 70 páginas, notificada na passada sexta-feira antes do 11.º aniversário da intervenção na BPA a 10 de março de 2015, centra-se em acordos de referência e pagamentos via Landstreet, a entidade da BPA para essas atividades.

O tribunal declarou ilegal um contrato de referência entre a Landstreet e um alto executivo da BPA no México, apontando riscos de banca não autorizada e branqueamento de capitais devido à falta de licenças locais. Atribuiu responsabilidade civil e manteve a retenção dos fundos apreendidos. As acusações visam três altos quadros da Landstreet por não terem pago contribuições ao CASS sobre pagamentos descritos como honorários de consultoria ao fundo Dolphin; os acusados sustentam que se tratavam de dividendos não tributáveis. Um executivo de pagamentos enfrenta acusações por falhas de supervisão, embora o tribunal reconheça que a Landstreet não tinha administrador formal nessa altura.

Os congelamentos de contas de funcionários da BPA, referenciadores e fornecedores — alguns em vigor há anos — mantêm-se. A decisão avisa que mesmo embargos levantados podem levar a exigências de reembolso se posteriormente considerados indevidos. Um antigo executivo da BPA Assegurances, anteriormente nomeado administrador da Assegurances Generals intervencionada, escapa a estas restrições; o tribunal considera agora legítimos os recibos relacionados com a Landstreet, levantando bloqueios e ilibando-o de responsabilidade.

Associados da BPA criticam o momento como pressão deliberada em torno de aniversários para justificar apreensões estatais a executivos, funcionários e contratados. Apontam fugas descontextualizadas e investigações na América Latina como táticas para sustentar as investigações, em meio a frustração com a resposta de Andorra a alegadas violações de soberania.

Isto surge quando o julgamento Pujol em Espanha, na Audiència Nacional de Madrid, recorre intensamente a testemunhos andorranos. O antigo CEO da BPA, Joan Pau Miquel, testemunhou pessoalmente, detalhando pressões da polícia espanhola de figuras como Bonifacio Díez Sevillano, Celestino Barroso e Marcelino Martín Blas. Descreveu Barroso — gravado numa reunião — a afirmar agir «em nome do Estado espanhol», pressionando colaboração com um contacto «Fèlix» (identificado como Martín Blas) via mecanismos do Sepblac e envolvimento dos EUA que «mataria o banco». Miquel confirmou contas da família Pujol de 2010 a 2014 através de fundações panamianas por confidencialidade, não opacidade, sem comissões rogatórias na altura. Notou que depósitos em numerário eram rotina na BPA, sem tratamento especial para os Pujol, e relatou uma reunião em que Martín Blas apresentou um documento afirmando que Espanha estava «em guerra com o nacionalismo catalão», exigindo dados sobre as famílias Mas, Junqueras e Pujol.

Testemunhas futuras incluem andorranos como Josep Duró, Manel Cerqueda, Antoni Zorzano, Antoni Rebés, Higini Cierco, Josep Maria Pallerola e Jorge Cabarrocas, além de Barroso — após uma confusão inicial na citação que convocou um reformado não relacionado. Fontes da BPA invocam as alegações de José Manuel Villarejo de orquestração pelo governo espanhol.

Em separado, o site www.bpanews.com foi lançado na terça-feira, agregando mais de 1000 ligações mediáticas sobre a intervenção na BPA e subsidiárias espanholas, enquadrando-a como uma operação politicamente motivada contra a independência catalã sem alvos principais como contas Pujol.

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