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Tribunal Nacional de Espanha arquiva caso de branqueamento contra CaixaBank

Tribunal arquiva investigação de oito anos contra CaixaBank e 11 funcionários por redes de fraude chinesas, considerando cumpridos padrões de due diligence, em contraste gritante.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Tribunal considerou que CaixaBank cumpriu due diligence em redes chinesas como a Emperador.
  • Investigação durou 8 anos; sem responsabilidade criminal para banco ou 11 funcionários.
  • Contrasta com caso BPA em Andorra: penas de prisão apesar de escala menor e sem clientes diretos.
  • Sepblac elogiou controlos semelhantes como robustos, superando padrões espanhóis e andorranos.

**Tribunal Nacional de Espanha arquiva caso de branqueamento de capitais contra CaixaBank e 11 funcionários, apesar de alegadas ligações a redes de fraude chinesas, destacando contraste gritante com as condenações no caso BPA de Andorra.**

Espanha's Audiència Nacional arquivou uma investigação por branqueamento de capitais contra a CaixaBank e 11 dos seus funcionários, incluindo alguns do departamento de conformidade, considerando que o banco cumpriu os padrões exigidos de due diligence.

A investigação, que durou oito anos, surgiu de acusações de que o banco geriu fundos de várias redes de comerciantes chineses suspeitos de fraude fiscal contra as autoridades espanholas. Entre elas estava a rede Emperador, liderada por Gao Ping e descoberta em 2012, que envolveu volumes de transações muito maiores e mais participantes do que os casos investigados em Andorra.

Os procuradores alegaram deficiências nos controlos da CaixaBank que permitiram que estes esquemas operassem. No entanto, o tribunal concluiu que o banco e os seus funcionários exerceram a diligência profissional apropriada. Enfatizou que qualquer conduta ilícita dos clientes — como evasão fiscal como crime antecedente — deve ser perseguida separadamente, e não contra a instituição.

Este resultado ecoa as conclusões da unidade anti-branqueamento Sepblac de Espanha na sua inspeção ao Banco Madrid, que implementou controlos modelados nos sistemas do BPA. A Sepblac considerou essas medidas robustas, superando os padrões tanto em Espanha como em Andorra.

A decisão contrasta fortemente com as ações judiciais de Andorra contra cerca de 20 executivos e gestores do BPA. Estes receberam pesadas penas de prisão e multas num caso ligado a ligações de menor escala com a Emperador, sem que o BPA tivesse clientes chineses diretos. Essa decisão, a primeira a justificar a intervenção estatal e nacionalização do banco em 2015, foi criticada por lacunas probatórias, incluindo documentos chineses não traduzidos e inferências artificialmente construídas.

As autoridades espanholas observaram o BPA no âmbito de investigações a figuras do independentismo catalão, embora não tenham surgido ligações políticas. No caso da CaixaBank, envolvendo várias redes chinesas que depositaram somas substanciais, não foi imputada responsabilidade criminal ao banco, enquanto os processos de Andorra deixaram os funcionários do BPA a enfrentar penas severas sem perseguir os clientes subjacentes. As autoridades não forneceram explicação para as abordagens divergentes.

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Fontes originais

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