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Supremo Tribunal de Espanha confirma condenação por fraude de 1M€ contra três homens no esquema da seguradora andorrana

Supremo confirma penas de três anos para homens de Barcelona que defraudaram a insolvente AGA de 1 milhão de euros através de acordo falso de garantia em 2013.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Três homens de Barcelona condenados por defraudar a AGA de 1M€ em 2013 com garantia falsa de 200M€ para aquisição espanhola.
  • AGA transferiu fundos para conta em Londres; um levantou 570 mil euros pessoalmente antes do congelamento pelo HSBC.
  • Decisão do tribunal de Barcelona de 2022 confirmada pelo Supremo apesar de recursos sobre provas e jurisdição.
  • Administradores da insolvência da AGA buscam recuperação face a passivos de 80M€, com baixas esperanças de reembolso.

O Supremo Tribunal de Espanha confirmou a condenação de três homens por fraude agravada depois de terem defraudado a seguradora andorrana Assegurances Generals (AGA) de 1 milhão de euros em 2013, validando penas de prisão de três anos, multas, proibições profissionais e uma ordem conjunta de reembolso do montante.

Os administradores que supervisionam a insolvência da AGA estão agora a tentar recuperar os fundos na Andorra e em Espanha, em colaboração com especialistas em recuperação de ativos, apesar das baixas expectativas de reembolso total. O milhão de euros faria parte da massa falida da seguradora, que enfrenta passivos de cerca de 80 milhões de euros segundo as autoridades andorranas. Os administradores, em funções desde 2019, acompanharam o caso no âmbito de esforços para recuperar outros ativos.

A fraude ocorreu quando a AGA procurava comprar o ramo de seguros da falida empresa espanhola Cahispa. O Banco Popular exigiu uma garantia internacional de 20 milhões de euros devido ao estatuto não comunitário da AGA e às suas operações através do Andbank. O diretor-geral recorreu aos auditores de Barcelona UHY, recomendados por um antigo jogador do FC Barcelona, que o puseram em contacto com a Silvana Investment & Business LTD.

Em setembro de 2013, o diretor encontrou-se com consultores da UHY e um representante da Silvana nas suas instalações na Avenida Diagonal. O representante, um dos condenados, foi apresentado como o intermediário ideal. Em outubro e novembro, houve mais encontros com dois dos homens, que prepararam documentos mas não prosseguiram qualquer intermediação genuína, visando apenas ganhos ilícitos com a ajuda de um terceiro através da sua empresa, Spain Global Investment.

A 12 de dezembro, a AGA e a Silvana assinaram um acordo privado para uma garantia de 200 milhões de euros, exigindo um adiantamento de 1 milhão de euros em três dias sob pena de multa. No dia seguinte, a AGA transferiu o montante do Andbank para uma conta no HSBC em Londres em nome da Spain Global Investment, rotulando-o como cancelamento de apólice. Os homens forneceram mensagens SWIFT falsas e promessas de cheques bancários.

Não houve qualquer negócio com o HSBC ou qualquer banco. Os fundos foram liquidados a 18 de dezembro; o titular da conta levantou 570 mil euros para uso pessoal, incluindo 16 mil euros para um carro. O HSBC congelou a conta por suspeita de fraude, desencadeando investigações.

A AGA apresentou queixa em 2014, dando origem a investigações na Andorra, Espanha e Reino Unido com comissões rogatórias. A Batllia andorrana geriu os passos iniciais antes de deferir para os tribunais espanhóis devido a cláusulas de jurisdição de Barcelona. O Tribunal Provincial de Barcelona condenou os três por fraude agravada em 2022, citando a escala do montante, e aplicou penas reduzidas devido a atrasos no caso complexo. Foram absolvidos de falsificação, desvio de fundos e branqueamento de capitais contra a parceira de um dos homens.

Os homens recorreram, contestando provas, buscas, jurisdição, atrasos e validade da queixa. O Supremo Tribunal rejeitou todos os argumentos este ano, validando os factos, procedimentos e a complexidade que explica o calendário.

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