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Vinyes Patrimonial processa construtora e seguradora por infiltrações repetidas no parque de estacionamento Vinyes

A empresa apresentou uma ação cível na Batllia contra o empreiteiro e a sua seguradora e submeteu uma queixa administrativa ao Comú d’Andorra.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Ação cível na Batllia contra empreiteiro e seguradora mais queixa administrativa ao Comú.
  • Reclamação exige 4 520,81 € em despesas e 1 641,60 € de rendas perdidas (total 6 162,41 €) mais custos de reparação e compensação por danos à reputação.
  • Primeira grande fuga a 23 de junho de 2025; incidentes repetidos até 16 de novembro de 2025; perito da seguradora diz que o problema persiste.
  • Vinyes culpa obras na praça, sarjetas obstruídas e impermeabilização defeituosa; cita acordo de 1999 que torna o Comú responsável pela manutenção da praça.

A Vinyes Patrimonial lançou ações legais paralelas após infiltrações repetidas de água terem danificado o seu parque de estacionamento Vinyes. A empresa apresentou uma ação cível na Batllia contra a empresa de construção que realiza obras na Plaça del Poble e contra a seguradora dessa empresa, e submeteu uma queixa administrativa separada ao Comú d’Andorra la Vella.

Na queixa administrativa, a Vinyes exige 4 520,81 € por despesas já incorridas — remoção de emergência de água, limpeza e manutenção urgente — e 1 641,60 € de rendas perdidas por três lugares de estacionamento no sétimo andar que estiveram inutilizáveis de julho a outubro de 2025 (410,40 € por mês). Exige também compensação por danos à reputação e pede ao Comú que repare, e se necessário refaça, a impermeabilização do telhado plano inteiro e limpe os sarjetas de drenagem da praça.

A Vinyes afirma que a primeira infiltração significativa foi detetada a 23 de junho de 2025. Incidentes subsequentes foram registados a 23 de julho, 9 de agosto, 9, 13, 14 e 27 de setembro, 31 de outubro, e 13 e 16 de novembro, produzindo «pingos e infiltrações permanentes» que se repetem com a chuva ou quando ocorrem intervenções do empreiteiro no telhado. Um relatório de perito encomendado pela seguradora, citado na queixa, afirma que o problema persiste, surgiram novas infiltrações em locais anteriormente não afetados e não foram tomadas medidas preventivas.

A empresa atribui a origem dos danos às obras na Plaça del Poble e Plaça Vinyes, realizadas para o Comú. A queixa afirma que a atividade de construção obstruiu as sarjetas da praça com sujidade e detritos de construção, e que essa obstrução, juntamente com impermeabilização defeituosa e mau selamento das juntas de dilatação entre edifícios, levou a penetrações repetidas de água no parque de estacionamento. A Vinyes identifica dois pontos específicos como focos das fugas: um vaso atrás do palco na parede comum com o edifício no nº 44 da Prat de la Creu, e um vaso no limiar da parede comum junto à Casa Giberga.

A Vinyes baseia parte do seu caso num acordo de 2 de dezembro de 1999 entre a família Vinyes e o Comú, pelo qual o município assumiu a responsabilidade pela impermeabilização, pavimentação, drenagem, jardinagem e manutenção da praça agora pública acima do parque de estacionamento. A empresa argumenta que, enquanto autoridade adjudicante, o Comú deve supervisionar as obras contratadas e é portanto co-responsável com o empreiteiro e a sua seguradora por quaisquer danos resultantes.

A documentação citada na queixa inclui um e-mail de 25 de julho de 2025 da empresa de construção a reconhecer que a sujidade filtrada das sarjetas da praça gerou novos incidentes. São também referenciadas comunicações com o Comú: a 4 de novembro, o cònsol major, Sergi González, reconheceu fugas em curso, disse que estavam a ser realizados testes à estanquidade do telhado e que fora encomendado um relatório técnico externo.

A queixa administrativa, que tem uma dúzia de páginas, expõe a sequência de incidentes, as obrigações contratuais do pacto de 1999, as conclusões do perito e os montantes reclamados. Tanto a ação cível como a queixa administrativa visam a recuperação de custos ligados à remoção de água e humidade, à despesa de refazer a impermeabilização, às rendas perdidas dos espaços encerrados e compensação por danos à reputação. A Vinyes avisa que, se a situação não for remediada, poderá avançar com novas ações legais.

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