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147 Refugiados Ucranianos Obtêm Residência em Andorra Quatro Anos Após a Invasão

A maioria dos 147 refugiados ucranianos chegados a Andorra após a invasão de 2022 transitou para permissões de residência comuns, integrando-se com empregos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • 147 dos 285 refugiados ucranianos obtiveram residência comum após proteção temporária.
  • Maioria integrou-se via empregos, habitação, saúde e escola; só 2 permanecem em permissões humanitárias.
  • Alterações legislativas facilitaram reunificação familiar; elogiado pela presidente da associação ucraniana e cônsul.
  • Atualização da guerra: Rússia controla 19% da Ucrânia, 1,8M baixas militares, 6M refugiados no estrangeiro.

Quatro anos após a invasão em grande escala da Rússia à Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, 147 refugiados ucranianos chegados a Andorra obtiveram permissões de residência comuns, segundo dados do governo.

Andorra, que tinha experiência limitada na receção de refugiados, aprovou uma quota de 285 permissões de proteção temporária em resposta à crise. Isto permitiu aos recém-chegados aceder a habitação, cuidados de saúde, escolaridade para crianças e apoio na colocação profissional. A maioria integrou-se desde então, com apenas duas pessoas a permanecerem em permissões de permanência humanitária devido a dificuldades em cumprir os requisitos padrão de regularização, como encontrar emprego.

Alterações legislativas ao longo dos anos prolongaram estas permissões e facilitaram a reunificação familiar. Os residentes ucranianos pré-existentes em Andorra — antes da guerra — não foram incluídos nestas contagens.

Anastasia Kravets, presidente da Associação de Ucranianos em Andorra, que já estava instalada no Principado quando a invasão começou, descreveu o desenraizamento forçado dos refugiados e o subsequente enraizamento. «Encontraram trabalho, as crianças vão à escola e agora falam catalão», disse ela. No entanto, a integração vem com lealdades divididas, pois muitos acompanham o destino da Ucrânia, na esperança de paz e possível regresso.

A própria mãe de Kravets fugiu da Ucrânia para se juntar a ela em Andorra, mas faleceu aqui, incapaz de cumprir o desejo de ser enterrada na pátria — um custo adicional do conflito. Elogiou a rede de apoio de Andorra: «O país tratou-nos muito bem, fornecendo tudo o necessário no início, com acompanhamento contínuo dos serviços sociais.»

Antoni Zorzano, cônsul honorário da Ucrânia em Andorra, ecoou isto, destacando a resposta «fantástica» do Principado, incluindo apoio institucional através de resoluções internacionais a condenar a invasão e a impor sanções ao regime de Vladimir Putin. Isto marcou uma mudança em relação ao esforço anterior de Andorra, em menor escala, para acolher refugiados sírios.

A guerra, agora com 1460 dias e sem perspetiva de fim, permanece num impasse. A Rússia controla 19% do território ucraniano, tendo ganho apenas 0,8% em 2025. As baixas incluem 1,8 milhões de soldados mortos de ambos os lados, mais de 15 mil civis ucranianos (incluindo mais de 700 crianças) e 40 600 feridos. Cerca de seis milhões fugiram para o estrangeiro, com 3,7 milhões de deslocados internos. Uma sondagem recente sugere que menos de 20% dos ucranianos esperam que o conflito termine este ano, apesar da retórica externa.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: