200 Trabalhadores Peruanos Fogem de Andorra por Medo do Sistema de Entrada/Saída da UE
Autoridades andorranas confirmam acordo com a UE para proteger fronteiras de controlos biométricos, enquanto líderes comunitários pedem melhor supervisão de contratos e contratações diretas no Peru para travar problemas laborais.
Pontos-chave
- Mais de 200 trabalhadores peruanos saíram de Andorra recentemente devido a incertezas sobre o sistema de Entrada/Saída de Espanha a lançar em abril.
- Andorra negocia acordo com a UE para proteger fronteiras de controlos biométricos, emitindo autorizações provisórias.
- Líder da associação peruana apela a contratações diretas monitorizadas do Peru para evitar abusos contratuais passados.
- Imigração aprovou 87% dos 1290 pedidos de reunificação familiar no ano passado no âmbito do combate à imigração ilegal.
Pelo menos 200 trabalhadores peruanos abandonaram Andorra nos últimos meses, em meio a incertezas sobre o sistema de Entrada/Saída de Espanha, previsto para entrar em vigor em abril, embora as autoridades andorranas afirmem agora que o Principado negociou um acordo com a UE para proteger as suas fronteiras de impactos diretos.
Lorenzo Castillo, presidente da associação Peruanos en Andorra, disse que as saídas ocorreram durante a época alta de trabalho, com muitos a regressarem ao Peru ou a dirigirem-se a Espanha sem garantia de estatuto administrativo. O sistema exige a saída da Área Schengen para repor estadas de 90 dias, afetando tanto quem renova autorizações como outros com autorizações válidas, além de alguns em situação irregular que optaram por partir em vez de ficarem em limbo. «Uma grande parte da comunidade peruana estava a sair de Andorra, especialmente para o país de origem, por causa da situação do Entry/Exit», disse Castillo. Embora alguns tenham ficado e continuado a trabalhar, outros partiram por falta de certeza legal. Ele expressou esperança de que as mudanças possam levar a uma melhor supervisão.
Castillo vê a contratação direta no Peru como uma opção viável, mas alerta para armadilhas passadas, particularmente na construção, onde contratos não monitorizados de áreas remotas deixaram os trabalhadores sem apoio. «O verdadeiro problema é como os contratos são monitorizados e quais as empresas que os podem emitir», disse ele, apelando a esforços conjuntos entre as autoridades andorranas e peruanas. Notou que a embaixada do Peru em Madrid se comprometeu anteriormente a avaliar esses acordos através dos ministérios relevantes.
O contacto com o cônsul honorário do Peru em Andorra, Jaume Tàpies, terminou em outubro, após uma reunião presencial em junho ou julho e discussões telefónicas até setembro. Castillo mantém-se aberto à colaboração — «Estamos prontos para nos sentarmos e trabalhar juntos se houver vontade mútua» — mas a associação continuará de forma independente a defender os seus membros.
Tàpies, há um ano no cargo, descreveu como grave a situação de famílias peruanas em situação irregular incapazes de reunir com os filhos, com alguns a terem partido no último ano. Defende uma contratação no local mais forte a partir do Peru para travar reunificações familiares ilegais, abusos laborais e desinformação sobre as condições em Andorra. Ao tomar posse, herdou uma investigação judicial sobre maus-tratos a trabalhadores e desde então contactou o grupo de empregadores hoteleiros, a Câmara de Comércio e agências peruanas de recrutamento para maior clareza nos empregos. Está também a trabalhar com o Departamento de Imigração de Andorra para enviar dados familiares de volta ao Peru, especialmente em casos sensíveis envolvendo menores trazidos sem autorização.
Sobre a imigração em geral, a ministra do Interior e Justiça, Ester Molné, revelou que a Imigração aprovou 1125 dos 1290 pedidos de reunificação familiar no ano passado, ou seja, nove em cada dez. Atribuiu a taxa elevada ao facto de os requerentes conhecerem os requisitos antecipadamente, notando que a imigração ilegal persiste mas é combatida ativamente pela polícia. Molné negou um aumento de expulsões, explicando que muitas saídas resultam do não cumprimento de critérios de reunificação ou renovação em vez de ordens formais. Sobre o Entry/Exit, confirmou que negociações em curso este mês devem finalizar um acordo com a UE que isenta as fronteiras andorranas de controlos biométricos sistemáticos a cidadãos não-UE, evitando caos potencial. Em contrapartida, Andorra fará verificações adicionais de segurança na base de dados Schengen antes das autorizações finais, emitindo provisórias no interim.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Immigració accepta nou de cada deu sol·licituds de reagrupament
- El Periòdic•
Quan la incertesa expulsa la mà d’obra
- ARA•
El consolat honorari del Perú aposta per la contractació en origen per evitar irregularitats
- El Periòdic•
Castillo manté que la incertesa de l’entrada en vigor de l’Entry/Exit força la sortida d’uns 200 treballadors peruans