Agente de Trânsito Nega Ter Socado Mulher em Disputa de 2020
Um agente de trânsito enfrenta julgamento no tribunal das Corts em Andorra por alegadamente ter socado a administradora de uma oficina de motos durante uma discussão sobre uma fatura em atraso, causando danos físicos e psicológicos. Ele admite apenas tê-la empurrado.
Pontos-chave
- Incidente a 8 de junho de 2020 numa oficina de motos em Andorra por fatura de reparação não paga.
- Acusação: soco no rosto causou hematomas, desconforto e ansiedade com terapia.
- Arguido admite empurrão para sair, nega soco; alega estrangulamento pelo mecânico.
- Testemunhas contraditórias; irmão condenado separadamente por contenção.
O tribunal das Corts ouviu relatos contraditórios no julgamento de um agente de trânsito acusado de causar lesões faciais a uma mulher durante uma disputa em 2020 na sua oficina de motos por uma fatura de reparação em atraso.
O incidente ocorreu a 8 de junho de 2020 na oficina, quando o arguido — um cliente habitual com uma relação de confiança com o mecânico — recusou pagar a totalidade da fatura. Alegou que as reparações divergiam das suas instruções e ofereceu apenas cobrir as peças, não a mão de obra. As tensões aumentaram quando o pessoal, incluindo a mulher que geriu a administração, avisou que chamaria a polícia para confirmar o não pagamento enquanto ele tentava sair.
A acusação acusa o homem de um crime grave de lesões intencionais, alegando que ele socou a mulher no rosto, causando hematomas, três dias de desconforto e efeitos psicológicos duradouros. Ela descreveu ter feito seis sessões de terapia para ansiedade desencadeada pela memória, juntamente com dificuldades de sono e desconforto perto de agentes de trânsito, apesar de o arguido não estar fardado.
O arguido, que enfrenta uma pena suspensa, nega ter-lhe batido. Testemunhou que se sentiu encurralado após o pessoal trancar a área de receção, com a mulher a insultá-lo de forma depreciativa e a bloquear a saída. Admitiu empurrá-la para o lado para sair, mas insistiu que não foi um soco. Momentos depois, disse, o irmão dela — o mecânico da oficina e o seu técnico habitual — agarrou-o pelo pescoço ou pela camisola e estrangulou-o até outro trabalhador intervir. O mecânico, já condenado separadamente por ordem penal por essa ação, e a mulher negaram isso no depoimento, com o irmão a afirmar que apenas o conteve após o incidente. Um vizinho e cliente da oficina testemunharam ter visto o alegado ataque à mulher e ter chamado a polícia. A fatura em atraso permanece por liquidar.
A audiência, adiada por seis anos e realizada na segunda-feira, contou com estas narrativas em conflito das partes e testemunhas. O tribunal deve agora decidir qual versão credibilizar antes de proferir sentença.
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