ARPA de Andorra defende critérios para animais em arrendamentos após despejo de grávida
A ARPA defende diretrizes claras para avaliar pets em casas de arrendamento num caso em que uma grávida perdeu a casa por causa de um cão, apesar de os tribunais não detetarem problemas. Pede padrões legislativos para resolver conflitos de forma justa.
Pontos-chave
- ARPA destaca caso de Julieth Moncada despejada por Pomerânia sem danos ou queixas.
- Tribunal de 1.ª instância favoreceu arrendatária, decisão revertida em recurso e anulada pelo Constitucional.
- ARPA quer critérios objetivos no Projeto de Lei de Proteção Animal para higiene e coexistência.
- Laura Valero: Cláusulas sem animais não devem levar a despejos automáticos sem justificação.
ARPA, a associação andorrana de resgate e proteção animal, está a pressionar por critérios objetivos para avaliar animais de estimação em propriedades arrendadas antes de despejos, destacando o caso de uma jovem grávida expulsa de casa por causa do seu cão de Pomerânia.
A arrendatária, Julieth Moncada, vivia sozinha com o seu cão Lulú e não enfrentou danos reportados à propriedade, perturbações aos vizinhos ou problemas de coexistência, de acordo com os pormenores partilhados com a ARPA. Uma cláusula do contrato de arrendamento proibia animais, o que levou ao seu despejo. Os tribunais trataram o caso em várias instâncias: uma decisão de primeira instância favoreceu Moncada, citando a falta de problemas comprovados; esta foi revertida em recurso, mas o Tribunal Constitucional de Andorra anulou essa decisão e ordenou uma nova, totalmente justificada.
A presidente da ARPA, Laura Valero, sublinhou que o grupo não pode tomar partido de qualquer das partes, pois não tem acesso ao processo judicial completo. "Confiamos que a justiça resolverá o que for adequado neste caso", afirmou. A associação falou com Moncada, mas enfatizou que quaisquer fatores desconhecidos devem ser ponderados pelos tribunais.
Valero argumentou que uma cláusula de proibição de animais não deve desencadear uma expulsão automática sem circunstâncias justificadas. "Não queremos que ter um cão seja um direito absoluto, mas critérios objetivos", acrescentou. A ARPA quer que o Projeto de Lei de Proteção e Bem-Estar Animal inclua padrões para resolver conflitos entre senhorios, arrendatários e animais de estimação — abrangendo coexistência, adequação do edifício, higiene, queixas verificadas e bem-estar animal — para evitar que as disputas cheguem aos tribunais.
"Se decidir se um cão de Pomerânia sem perturbações pode viver num apartamento exige ir ao Tribunal Constitucional, talvez o problema não seja o cão", observou Valero. O grupo inspira-se em práticas de países vizinhos, promovendo diretrizes prévias sobre responsabilidades para evitar litígios.
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