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Agricultores franceses levantam bloqueios de estradas para Andorra devido a abates por doença da pele nodosa

Protestantes levantam bloqueios em acessos principais a Pas de la Casa após reuniões em Paris, sem acordo total mas com promessas de abates seletivos e vacinas.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'AndorraEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Agricultores limpam bloqueios em Ur e Tarascó até ao meio-dia de sábado e fim de semana após reuniões em Paris com ministros.
  • Sem acordo total; comité científico avalia abates só de animais infetados e vacinas na primavera.
  • Protestos exigiam mudança de política de abates em massa; sem mais ações até aprovação de protocolo a 5 de janeiro.
  • Bloqueios causaram desvios de trânsito, suspensão de autocarros e perdas de negócios em Pas de la Casa.

Agricultores franceses que protestavam contra abates obrigatórios de gado devido à doença da pele nodosa acordaram levantar os bloqueios em estradas principais de acesso a Pas de la Casa, em Andorra, pondo fim às perturbações em Ur e Tarascó iniciadas na semana passada.

O porta-voz Christian Tallant anunciou a decisão na tarde de sexta-feira, após reuniões em Paris com a ministra da Agricultura Annie Genevard e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu. O bloqueio em Ur, iniciado na manhã de sexta-feira com cerca de 150 agricultores da Cerdanya francesa e espanhola e 60 tratores a obstruir totalmente a RN20, RN320 e RN22, será levantado ao meio-dia de sábado. O local de Tarascó, em curso com tendas e sem data inicial de fim, reabrirá durante o fim de semana. Tallant afirmou que não foi alcançado um acordo total, mas os agricultores sentiram que as suas preocupações foram ouvidas. Um comité científico reúne-se segunda-feira em Paris para avaliar abates apenas de animais infetados e uma segunda campanha de vacinação na primavera em Pyrénées-Orientales. A aprovação do protocolo está prevista para 5 de janeiro, com os manifestantes a comprometerem-se a não tomar mais ações até lá, embora tenham avisado para mobilizações renovadas se as promessas não forem cumpridas.

Na manhã de sexta-feira, os agricultores iniciaram a ação em Ur às 10h, apesar dos esforços das autoridades francesas para a impedir. Gendarmes e polícia espanhola vigiaram o local sem despejo, permitindo passagem lenta limitada até sábado. O trânsito foi desviado via Mont-Louis, Llívia, Puigcerdà e fronteira de Riu Runer, com acesso de residentes locais inicialmente por resolver. Os manifestantes exigiam mudanças de política para visar apenas animais doentes e vacinar todo o gado, usando as perturbações em Andorra para pressionar Paris.

A ação marcou o nono dia de protestos nacionais, incluindo confrontos em Bruxelas com 7300 agricultores e 950 tratores contra o acordo UE-Mercosul, cuja assinatura a França adiou. Lecornu apelou à desescalada durante as férias escolares.

O governo de Andorra expressou a máxima preocupação. A ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor destacou os efeitos nos negócios de Pas de la Casa, estudantes, famílias e visitantes, contactando o prefecto de Occitanie e o embaixador francês. Reconheceu a influência limitada de Andorra sobre assuntos internos franceses, mas notou a firmeza francesa contra prolongamentos ou novos bloqueios. Rotas alternativas como a RD20 (Corniches), uma estrada paralela e a RD123 (largura inferior a 2,2 m) mantiveram-se abertas, embora inadequadas para veículos pesados em terreno montanhoso.

A Andbus suspendeu indefinidamente os serviços de Toulouse, reembolsando perto de 200 bilhetes. A Catrans desviou 85% das mercadorias francesas por camiões pequenos através de L'Hospitalet, favorecendo fornecimentos espanhóis.

Comerciantes de Pas de la Casa, liderados por Òscar Ramon, dependiam de locais e esquiadores antes do pico de 26 de dezembro, citando cancelamentos, menos visitantes franceses, hotéis vazios e vendas lentas como panettones por vender. A gerente de apartamentos Valérie Lackner reportou cancelamentos de grupos e esforços adicionais de desvio. Os negócios criticaram a fraca comunicação e sentiram-se negligenciados. Laura Mas, de Encamp, questionou a tolerância das forças de segurança francesas aos bloqueios destinados a provocar pressão andorrana sobre Paris.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: