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Andorra regista 56.090 autorizações de imigração ativas, +3,5% em 2025

Autorizações de residência e trabalho aumentam com quotas passivas esgotadas e novas regras de investimento mais rigorosas a caminho para conter o crescimento.

Sintetizado a partir de:
AltaveuBon DiaDiari d'AndorraEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Autorizações ativas: 56.090 (+3,5%); residência/trabalho: 43.024 (+3,4%)
  • Iniciais T3: 1.658 (-1,1%); prorrogáveis: 1.315 (+6,4%)
  • Quota passiva esgotada após ~2 anos; nova lei exige €1M investimento, depósito €50K
  • Principais nacionalidades: 'Outras' (51,6%, lideradas por colombianos), espanhóis (37,3%)

As autorizações de imigração ativas em Andorra atingiram 56.090 em 30 de setembro de 2025, um aumento de 3,5% face ao ano anterior, com as autorizações prorrogáveis a totalizarem 55.206, segundo dados divulgados quinta-feira pelo Departamento de Estatística.

As autorizações de residência e trabalho ascenderam a 43.024, um aumento anual de 3,4%, enquanto as autorizações de residência apenas se situaram em 10.143, refletindo um aumento de 4,3%. As autorizações de trabalho transfronteiriço totalizaram 1.915, mais 40 do que em 2024 e um ganho de 2,1%.

No terceiro trimestre de 2025, as autoridades emitiram 1.658 autorizações iniciais, uma descida de 1,1% em termos homólogos. As autorizações de residência e trabalho representaram 801 destas, mais 2,6% do que as 781. As iniciais de residência apenas subiram 15,6% para 429 face a 371, e as transfronteiriças iniciais aumentaram 6% para 71. As autorizações iniciais de trabalho sem residência caíram 17,6%.

As autorizações iniciais de trabalho temporário diminuíram 11,1% para 224 face a 252. As temporárias de empresas estrangeiras declinaram 50,7% para 73, com 188 ativas no total, uma descida anual de 47,3%. As temporárias para investigação, estudos, formação e desporto cresceram 15,4% para 45, enquanto as de época de verão dispararam 38,9% para 639. As autorizações prorrogáveis atingiram 1.315, mais 6,4% em termos homólogos.

Por ocupação, as autorizações iniciais mostraram o maior crescimento para gestores de empresas e administração pública (+29%) e trabalhadores de hotelaria, serviços pessoais, proteção e comércio a retalho (+8%). As maiores descidas atingiram os operadores de instalações e máquinas (-32,3%) e o pessoal administrativo (-21,8%). Entre as autorizações ativas, os técnicos e profissionais de apoio expandiram-se 6,9%, seguidos dos gestores com 6,7%.

As "outras nacionalidades" representaram 51,6% das autorizações iniciais, lideradas por colombianos, argentinos e peruanos, com os espanhóis em 37,3%.

As saídas totalizaram 304 no trimestre, mais 12,6% do que em 2024, principalmente autorizações de residência e trabalho e afetando quase metade dos nacionais espanhóis.

Em separado, o governo esgotou a quota para residentes passivos fixada em março de 2023, comunicando aos agentes que não devem submeter novas candidaturas pois serão recusadas. A quota de 600 autorizações — 490 para residência sem atividade lucrativa, 30 para profissionais com projeção internacional, 50 para interesses científicos, culturais ou desportivos, e 30 para instalações geriátricas ou de cuidados médicos privados — durou quase dois anos antes de se esgotar.

Os responsáveis aguardam a entrada em vigor da recentemente aprovada Lei de Consolidação e Continuidade de Medidas para o Crescimento Sustentável, esperada dentro de três semanas pendente da sanção dos co-príncipes. A lei eleva os requisitos, exigindo um investimento mínimo de 1 milhão de euros em ativos andorranos e um depósito não reembolsável de 50.000 euros à Autoridade Financeira Andorrana. É provável uma nova quota, embora o número permaneça indeciso, no âmbito dos esforços para conter o recente crescimento populacional.

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