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Autorizações de Imigração em Andorra Aumentam 4,3% no 3.º Trimestre de 2025

Andorra emitiu 1727 autorizações iniciais em agosto-outubro de 2025, mais do que em 2024, com totais ativos a atingirem 56 322 face a ganhos em gestores e trabalhadores não qualificados.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon Dia

Pontos-chave

  • Autorizações iniciais: 1727 (+4,3% YoY); prorrogáveis: 1453 (+4,8%)
  • Autorizações ativas: 56 322 (+4,1%), com trabalhadores transfronteiriços +74% para 1942
  • Principais nacionalidades: Espanhóis (42,8% iniciais, 45,1% ativas), outras (44,7% iniciais incl. colombianos, argentinos)
  • Ganhos em gestores (+57,1%), trabalhadores não qualificados (+27,8%); saídas +30,5% para 274

Andorra emitiu 1727 autorizações iniciais de imigração durante o terceiro trimestre de 2025 (agosto a outubro), o que representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Departamento de Estatística divulgados esta semana. As autorizações prorrogáveis totalizaram 1453, um aumento de 4,8% em termos homólogos, incluindo 898 para residência e trabalho (aumento de 2,6%) e 452 para residência apenas (aumento de 3,9%). As autorizações para trabalhadores transfronteiriços saltaram 50,8% para 89, enquanto as autorizações temporárias de trabalho mais do que duplicaram para 121 (+105,1%). As autorizações temporárias para empresas estrangeiras caíram 38,4% para 93, e outras categorias — que abrangem investigação, estudos, formação e desporto — registaram 59 aprovações (menos 1,7%), além de uma autorização temporária para trabalhador transfronteiriço.

Por ocupação, segundo a Classificação Nacional de Profissões, os maiores ganhos verificaram-se entre gestores de empresas e da administração pública (+57,1%, ou mais 20), trabalhadores não qualificados (+27,8%, ou mais 37) e pessoal de hotelaria, serviços pessoais, segurança e vendas (+8,8%, ou mais 21). Houve perdas em trabalhadores qualificados da agricultura e pesca (-66,7%, ou menos dois) e profissionais e técnicos científicos e intelectuais (-13,4%, ou menos 15).

As autorizações ativas situavam-se em 56 322 a 30 de outubro de 2025, um aumento anual de 4,1%. Destas, 55 421 eram prorrogáveis (+3,8%), incluindo 43 197 para residência e trabalho (+3,7%) e 10 163 para residência apenas (+4,4%). As autorizações para trabalhadores transfronteiriços atingiram 1942 (+74% em termos homólogos), as autorizações temporárias de trabalho quase duplicaram para 636 (+96,9%) e as temporárias de empresas estrangeiras caíram 44% para 196.

Entre as autorizações ativas, os técnicos e profissionais de apoio aumentaram 7,7% (mais 398) e os gestores subiram 7,5% (mais 98), enquanto os trabalhadores qualificados da agricultura e pesca desceram 3,2% (menos três).

As nacionalidades lideraram as concessões iniciais com "outras nacionalidades" em 772 (44,7%), seguidas dos espanhóis em 740 (42,8%), franceses em 8,6% e portugueses em 3,9%. Dentro das outras, os colombianos lideraram com 160 (20,7%), seguidos dos argentinos com 127 (16,5%) e peruanos com 81 (10,5%). Nos totais ativos, os espanhóis representavam 45,1%, outras 30,3% (argentinos 3752, colombianos 1905, peruanos 1081), portugueses 16,5% e franceses 8%. Os espanhóis detinham 90,3% das autorizações para trabalhadores transfronteiriços e 45,2% das de residência/trabalho; as outras nacionalidades reclamavam 93,6% das temporárias de trabalho. As autorizações de residência e trabalho totalizavam 53 360 ativas (94,7%), com trabalhadores transfronteiriços em 3,4%.

Cerca de 62% dos titulares tinham idades entre os 26 e os 59 anos. As autorizações de residência eram mais jovens (45,9% menores de 18 anos) e mais velhas (25,4% acima de 60). Quase metade (47,2%) tinha registo há mais de 10 anos, embora as autorizações de residência mostrassem 50,7% com cinco anos ou menos, refletindo elevados números de menores.

As saídas aumentaram 30,5% para 274 — ou 275 em detalhe —, com espanhóis em 45,8%, outras 26,2%, portugueses 19,6% e franceses 8,4%. Estas afetaram principalmente autorizações de residência/trabalho (72%) e de residência apenas (26,5%).

Dados mensais ajustados sazonalmente mostraram as autorizações iniciais em tendência ascendente apesar de uma descida de 1,3% nos últimos dois meses; os totais ativos cresceram de forma constante em 0,4%; as saídas tenderam a descer no geral, mas subiram 0,4% ao longo de cinco meses.

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