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Comerciantes de Tabaco de Andorra Alertam que Reformas Não Vão Parar Contrabando em Pas de la Casa

Novos limites às vendas de maços de cigarros visam reduzir o contrabando, mas podem ser contornados com compras repetidas de pequenas quantidades, dizem os comerciantes, que pedem penas criminais.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Reformas limitam vendas de maços mas permitem evasão com compras repetidas de cinco maços antes de travessias ilegais para França ou Espanha.
  • Comerciantes exigem penas criminais pelo transporte de tabaco fora de pontos fronteiriços autorizados.
  • Disparidades de preços com vizinhos da UE alimentam contrabando; pedem preços estáveis nos mercados.
  • Sindicato espera controlos mais apertados e responsabilidade setorial para evitar penalizações.

Os comerciantes de tabaco em Andorra alertam que as recentes reformas à lei sobre bens sensíveis podem falhar na contenção do contrabando em grande escala a partir de Pas de la Casa, apesar dos novos limites às vendas de maços.

A legislação atualizada entrou imediatamente em vigor, mas concede aos retalhistas até 1 de fevereiro para cumprirem integralmente. Restringe as compras em grande quantidade de maços de cigarros, visando combater o contrabando originário das lojas da paróquia. No entanto, Raül Calvo, presidente do Sindicato dos Comerciantes de Tabaco, disse à ATV que os clientes ainda podem contornar as regras fazendo compras repetidas de pequenas quantidades — como cinco maços de cada vez — antes de atravessar ilegalmente o rio para França ou Espanha.

Calvo destacou como isto permite aos compradores acumular quantidades significativas para contrabando com pouca dificuldade. O sindicato reconhece que algumas lojas de Pas de la Casa facilitaram anteriormente compras em massa e espera que as mudanças reforcem os controlos de vendas e promovam maior responsabilidade setorial para evitar penalizações.

Em resposta, os comerciantes pedem medidas dissuasoras mais duras, incluindo penas criminais pelo transporte de tabaco fora dos pontos fronteiriços autorizados. Argumentam que isto minaria o incentivo económico por trás do comércio. Calvo referiu que tais medidas foram propostas anteriormente para bloquear travessias ilegais em zonas não designadas, embora a implementação caiba às autoridades estatais.

O grupo aponta também as disparidades de preços entre Andorra e os seus vizinhos como causa raiz. Preços estáveis nos mercados espanhóis e franceses, dizem, reduziriam o apelo do contrabando — uma situação que atribuem a políticas inconsistentes dos Estados-membros da UE que deixam Andorra em desvantagem competitiva. As autoridades ainda não responderam a estas exigências.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: