Comissão de Andorra propõe reformas à LOGT com quotas nacionais de construção
Painel parlamentar emite 18 conclusões e 26 medidas após 13 meses, visando desenvolvimento urbano sustentável face ao rápido crescimento e recursos.
Pontos-chave
- Quotas nacionais temporárias de construção para equilibrar desenvolvimento com base na capacidade.
- Estudos periódicos de carga-capacidade para futuro Plano Nacional de Ordenamento Territorial Estratégico.
- Designs adaptados à inclinação, proteções para solos agrícolas e zonas patrimoniais.
- Registo público de habitação pública e plano nacional com terminologia unificada.
Uma comissão parlamentar em Andorra emitiu um relatório final com 18 conclusões e 26 medidas para orientar reformas à Llei d’Ordenació General del Territori i l’Urbanisme (LOGT), incluindo quotas nacionais temporárias de construção destinadas a garantir um desenvolvimento equilibrado e sustentável.
Apresentado na quarta-feira após 13 meses, 26 reuniões e 12 audições públicas, o documento da comissão especial de estudo do Consell General — presidida por Jordi Casadevall e com vice-presidente Gemma Riba — resultou de um consenso entre grupos parlamentares, as sete comunas, representantes do governo incluindo os ministros Farré, Casal e Bonell, e entidades como os Colégios Oficiais de Geólogos, Arquitetos, Engenheiros e Economistas, a Associação de Proprietários de Terrenos, Agricultores e Criadores de Gado, Agentes e Gestores Imobiliários, Construtores e a Empresa Familiar Andorrana.
Casadevall descreveu o processo como uma «aventura pessoal» «muito interessante e produtiva», destacando discrepâncias interpretativas e lacunas operacionais após 25 anos de aplicação da LOGT, ao lado de uma rápida expansão urbana impulsionada por investimentos imobiliários. A comissão centrou-se na manutenção de serviços públicos de qualidade enquanto abordava restrições à água e ao solo, sem estabelecer limites globais de crescimento, que deixou para debate político. Riba enfatizou a colaboração entre partidos apesar de limitações de dados, incluindo POUPs paroquiais incompletos e sistemas cadastrais inadequados; notou que as respostas parciais das comunas refletiam dificuldades de extração em vez de relutância.
Dados recentes ilustram a escala: 1,5 milhões de metros quadrados construídos nos últimos anos, com metade das licenças no vale central entre Andorra la Vella e Escaldes-Engordany; 300 000 metros quadrados à espera de construção; e 600 000 em curso.
As conclusões delineiam reformas chave, incluindo:
- Quotas nacionais temporárias de construção, modeladas na abordagem de La Massana, como ferramenta não planeadora para promover o equilíbrio com base na capacidade territorial e necessidades socioambientais. - Estudos periódicos nacionais e paroquiais de carga-capacidade para informar um futuro Plano Nacional de Ordenamento Territorial Estratégico. - Direitos limitados de preferência e revogação para o governo e comunas em terrenos ou propriedades selecionados, sujeitos a revisão judicial prévia e subsequente para salvaguardar o interesse público. - Designs de construção adaptados à inclinação para minimizar movimentação de terras e entulhos; requisitos mais rigorosos para planos parciais ou especiais de alto impacto, incluindo relatórios adicionais se sobrecarregarem recursos ou serviços. - Normas nacionais para zonas de proteção especial para preservar paisagens, património e estruturas tradicionais de montanha. - Redução da construibilidade fora dos núcleos urbanos; integração de riscos naturais e mobilidade nos POUPs; proteções para solos agrícolas via garantias de exploração urbana. - Promoção de materiais autóctones para reduzir o impacto visual; nomenclatura padronizada para POUPs; sistemas de dados otimizados para urbanismo e construção. - Registo público de solos para habitação pública ao nível paroquial com coordenação nacional; plano setorial nacional para habitação pública; designação de habitação pública como projetos de interesse nacional; terminologia unificada para habitação. - Esclarecimento de competências entre a LOGT e a futura Lei do Património Cultural relativamente a catálogos comunais, incluindo proteção para entornos de elementos catalogados.
O relatório, publicado no boletim do Consell General, aguarda aprovação em plenário a 19 de março, após o qual uma comissão legislativa — idealmente formada antes de qualquer dissolução — reveria a LOGT em colaboração com o governo e as comunas. Casadevall apelou a uma ação rápida sob os poderes legislativos do Consell.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Bon Dia•
Clam per un registre de sòl i per un pla sectorial d'habitatge públic
- Bon Dia•
Aval a les quotes urbanístiques
- ARA•
Prioritat per Govern i comuns a l'hora d'adquirir terrenys i immobles
- Altaveu•
La llei del sòl avalarà el dret de tempteig de l'administració en la compra de terrenys i immobles
- El Periòdic•
L’informe sobre creixement sostenible planteja quotes urbanístiques i un estudi de capacitat de càrrega nacional
- Diari d'Andorra•
La nova llei del Sòl inclourà límits de construcció a nivell nacional
- Altaveu•
La llei del sòl establirà un sistema nacional de quotes de construcció