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Andorra aloca excedente de 30 milhões de euros para comprar 200 apartamentos acessíveis

Governo muda de rendas para aquisição de três edifícios para habitação pública, incluindo vendas abaixo do mercado e coabitantes para idosos, avançando em simultâneo.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • 30 milhões de euros do excedente de 60 milhões para comprar três edifícios com ~200 apartamentos para propriedade acessível.
  • Um edifício para vendas abaixo do mercado; outro potencial projeto de coabitantes para idosos.
  • Liberalização de rendas em junho: aumentos de 6% + 2,5% IPC em 7000 contratos congelados; sistema Sicar para verificações de inquilinos.
  • Reembolsos fiscais, isenções de IGI, andares extra para impulsionar rendas privadas; mudanças mínimas esperadas no projeto de lei de rendas.

O Governo andorrano vai usar 30 milhões de euros do excedente orçamental de 60 milhões para 2025 na compra de três edifícios com cerca de 200 apartamentos, expandindo o stock de habitação pública com foco na propriedade acessível. A ministra da Habitação, Conxita Marsol, disse que um edifício oferecerá frações à venda abaixo do preço de mercado, enquanto outro poderá tornar-se num projeto de coabitantes para idosos.

Marsol delineou o plano durante aparições no *Parlem-ne* da Diari TV e no *Avui serà un bon dia* da Ràdio Nacional d'Andorra. Os imóveis visados — que devem chegar ao mercado no próximo ano — só precisam de trabalhos menores, como atualizações elétricas, substituição de janelas para eficiência energética e pequenas reparações, para ficarem habitáveis em dois ou três meses. Está em preparação um concurso para proprietários, evitando grandes remodelações como a conversão de hotéis.

"A compra será a prioridade, com as rendas consideradas em segundo plano se surgirem ofertas", afirmou Marsol, notando o interesse de proprietários de edifícios vazios. Isto marca uma mudança em relação às rendas, onde quase 500 apartamentos públicos continuam em construção para atribuição até ao fim do mandato.

Para apoiar as rendas privadas, o Governo está a preparar leis ou regulamentos — que exigem aprovação dos comús — com reembolsos fiscais para promotores, isenções de IGI em materiais e andares extra em zonas sem parqueamento subterrâneo. Devem finalizar-se em três meses, em paralelo com uma lei de liberalização de rendas que entra em vigor em junho. Permitirá aumentos de 6% mais até 2,5% do IPC em cerca de 7000 contratos congelados. Marsol espera efeitos moderados, pois muitos senhorios com inquilinos de longa data limitarão os aumentos. "Alguns têm inquilinos há muitos anos que pagam a tempo, pelo que lhes convém", disse ela.

O sistema Sicar permitirá aos inquilinos verificar rendas anteriores e denunciar abusos, quer de novos senhorios quer de renovações.

Sobre o projeto de lei de rendas que entra em debate parlamentar esta semana, Marsol indicou poucas alterações previstas, pois foi finalizado com a maioria governamental — Demòcrates e Ciutadans Compromesos —, limitando emendas da oposição.

Outras reformas pendentes incluem uma lei sobre empresas inativas, administradores administrativos para combater agências fantasma e empresas de trabalho temporário, e mais incentivos às rendas antes de 2027.

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