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Andorra conclui exercício nacional de cibersegurança de alta complexidade em infraestruturas críticas

ANC-AD e CSIRT-AD realizaram um exercício programado com mais de 20 organizações estratégicas públicas e privadas, simulando ransomware, infostealer e fugas de dados.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Mais de 20 organizações estratégicas públicas e privadas participaram no exercício multissetorial.
  • Cenários incluíram disrupção por ransomware, campanhas de roubo de credenciais (infostealer) e incidentes de fuga de dados.
  • O exercício decorreu conforme o planeado e destacou diferenças práticas na prontidão e coordenação intersetorial.
  • Os resultados alimentarão melhorias no Modelo Nacional de Resiliência Cibernética e informarão exercícios futuros.

A Agência Nacional de Cibersegurança de Andorra (ANC-AD) e a equipa de referência de resposta a incidentes do Principado (CSIRT-AD) concluíram um exercício nacional de cibersegurança de alta complexidade programado, envolvendo mais de 20 organizações estratégicas públicas e privadas. O exercício decorreu dentro do prazo planeado e concentrou-se nas infraestruturas críticas e importantes do país.

As sessões do exercício recriaram cenários de alto impacto do mundo real, alinhados com as tendências internacionais atuais: um ataque de ransomware que perturba sistemas essenciais; uma campanha de infostealer destinada a roubar credenciais e dados sensíveis; e um incidente de fuga de dados causado por intrusão externa e erro interno. Os cenários foram concebidos para testar a deteção, resposta e recuperação em múltiplos setores.

Os participantes variaram desde organizações com um elevado nível de maturidade em cibersegurança até entidades ainda a implementar capacidades avançadas. Os organizadores relataram um forte envolvimento tanto do setor público como do privado e indicaram que o exercício revelou diferenças práticas na prontidão e coordenação entre os participantes.

Jordi Ubach, diretor da ANC-AD, afirmou que os cenários "permitiram avaliar a resiliência, a coordenação interinstitucional e as capacidades de deteção, resposta e recuperação das organizações participantes." Acrescentou que o exercício "serviu também para validar procedimentos, identificar áreas de melhoria e reforçar canais de comunicação e mecanismos de tomada de decisão em situações de crise."

A ANC-AD afirmou que o exercício reforça o Modelo Nacional de Resiliência Cibernética de Andorra, ajuda a garantir a continuidade de serviços essenciais e protege ativos digitais. A agência descreveu a atividade como contributiva para a consolidação de uma cultura nacional de cibersegurança e para manter o Principado alinhado com as melhores práticas internacionais.

As autoridades sublinharam que exercícios periódicos desta escala são essenciais para antecipar ameaças emergentes, detetar vulnerabilidades estruturais e garantir a preparação para incidentes graves. O exercício faz parte de um esforço mais amplo para melhorar a coordenação intersetorial e aumentar a capacidade do país para responder a ciberameaças cada vez mais sofisticadas.

A ANC-AD e a CSIRT-AD agradeceram às organizações participantes e indicaram que pretendem continuar a realizar exercícios semelhantes para manter e melhorar a prontidão nacional.

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