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Andorra cria grupo para reforçar regras de incêndios de 1978 após fogo mortal em discoteca suíça

Governo lança grupo de trabalho com bombeiros e proprietários de discotecas para atualizar regulamentos obsoletos de prevenção de incêndios em espaços públicos, ampliando.

Sintetizado a partir de:
AltaveuEl PeriòdicDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Grupo de trabalho inclui bombeiros, dept. segurança, comunas e proprietários de discotecas para criar quadro global de segurança.
  • Regras de 1978 obsoletas para riscos modernos: plásticos tóxicos, ventilação fraca, grandes alturas, remodelações não declaradas.
  • Reunião anterior em Pas de la Casa definiu verificações de pirotecnias, minimizou uso indoor de sinalizadores, garantiu saídas livres.
  • Sindicatos de bombeiros destacam lacunas em conformidade contínua, decorações inflamáveis e edifícios antigos sem verificações.

O governo da Andorra criou um grupo de trabalho para atualizar e reforçar as regras de prevenção de incêndios de 1978 para espaços públicos, incluindo discotecas, após o incêndio de passagem de ano no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, que matou mais de 40 pessoas e feriu 80 outras.

O porta-voz do governo Guillem Casal anunciou o grupo após uma reunião do Conselho de Ministros, reunindo bombeiros, o departamento de segurança industrial, comunas e proprietários de discotecas. Ele enfatizou a criação de um quadro "muito mais global" para garantir que os espaços cumpram os requisitos de abertura e os mantenham ao longo do tempo, indo além de pirotecnias como bengalas — sinalizadores comuns para acender garrafas de champanhe em celebrações privadas ou áreas VIP. O processo, destinado a controlos mais rigorosos e mais inspeções, demorará vários meses para ser exaustivo.

Casal referiu esforços anteriores, incluindo uma reunião de dezembro da mesa da vida noturna de Pas de la Casa, organizada pela comuna de Encamp. Os participantes acordaram verificações específicas de pirotecnias, boas práticas e medidas como minimizar o uso em espaços fechados ou perto de inflamáveis, garantindo saídas de emergência livres. Não houve incidentes graves durante a temporada de inverno. Ele recordou também planos preexistentes com Encamp para reforçar a supervisão preventiva, anteriores à tragédia suíça.

As regulações de 1978, parcialmente revistas mas em grande parte inalteradas, não cobrem riscos modernos como novos materiais, plásticos tóxicos, ventilação inadequada, remodelações não declaradas ou edifícios de grande altura. O diretor do Serviço de Prevenção de Incêndios Jordi Farré chamou as regras originais de avançadas para a época, mas agora obsoletas, confirmando trabalho interdepartamental em atualizações — incluindo disposições inéditas para edifícios altos e um censo de espaços públicos. Enquanto isso, aplicam-se padrões mais rigorosos dos vizinhos, tipicamente França.

Líderes dos sindicatos de bombeiros reclamam há muito de reformas. Joan Torra, da Associação de Bombeiros Andorranos (ABA), disse que as regras ignoram perigos como decorações inflamáveis não verificadas. Ivan Vilares, do SIBA, enfatizou a responsabilidade dos proprietários após a abertura, notando que construções novas cumprem inicialmente padrões europeus, mas alterações criam lacunas. "O seguro exige conformidade, mas a lei andorrana não reflete os perigos reais atuais", disse Vilares, descrevendo-o como "uma questão de bom senso". Miquel Afran, da A118, apontou que, embora as novas construções sejam controladas, os edifícios mais antigos muitas vezes carecem de verificações eficazes, como portas de incêndio adequadas.

Casal expressou condolências pelas vítimas suíças e pelas dos incêndios em discotecas em Murcia, Espanha, em outubro de 2023, no Teatre e na Fonda Milagros, onde efeitos especiais incendiaram materiais do teto e mataram 13. Imagens nas redes sociais confirmam a prevalência de bengalas na Andorra, ao contrário da proibição indoor na Catalunha, que favorece alternativas LED. A supervisão divide-se por departamentos e aprovações de arquitetos não verificados adicionam riscos em estruturas antigas. A revisão baseia-se em anos de discussões, incluindo avisos pós-eleições de 2019 e incidentes como os fogos na torre de Escaldes em 2023 e no bloco de Valencia em 2024.

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