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AR+I examina barreiras de habitação e participação para 89 mil trabalhadores temporários negligenciados no turismo e

construção, com resultados previstos para junho-julho.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARABon DiaEl Periòdic

Pontos-chave

  • Foca-se em ~89 mil trabalhadores temporários excluídos dos censos, chave no turismo de inverno e construção.
  • Acesso à habitação e barreiras à participação política/social são preocupações principais.
  • Governo aprovou 4995 contratos de inverno, igual ao ano passado, com potencial aumento de 30%.
  • Pretende tornar-se projeto anual para melhores políticas de integração.

A Andorra Recerca i Innovació (AR+I) está a realizar o seu primeiro estudo anual sobre as condições de vida e trabalho dos trabalhadores temporários na Andorra, com foco particular no acesso à habitação e nas barreiras à sua participação política e social.

Dirigido por Joan Micó, coordenador do Grupo de Sociologia da AR+I, o projeto analisa os cerca de 89 mil trabalhadores temporários que não são contados nos censos oficiais e são frequentemente ignorados nas discussões políticas rotineiras. Numa entrevista à Andorran News Agency, Micó destacou a habitação como uma preocupação chave para estes indivíduos, que desempenham papéis vitais no turismo de inverno, bem como em áreas em crescimento como a construção. Notou que as suas circunstâncias recebem pouca atenção no dia a dia, apesar da sua presença crescente ao longo das estações.

Os resultados são esperados em junho ou julho. «Este é o primeiro ano do projeto e queremos que se torne numa iniciativa regular», afirmou Micó, acrescentando que a Andorra provavelmente emitirá mais autorizações para além do período de inverno, em linha com as tendências recentes. O esforço envolve colaboração com um estudante de mestrado da Universidade Autónoma de Barcelona, que o utiliza como tese, para preencher lacunas de dados e informar políticas que promovam uma melhor integração e coesão social.

Esta temporada, o governo aprovou 4995 contratos temporários de inverno, igualando o número do ano passado, com potencial para um aumento de 30% até 6994. O ministro Guillem Casal, falando aos jornalistas após uma sessão do Conselho de Ministros, explicou que a quota reflete as necessidades reais das empresas da temporada anterior. Os períodos de validade variam por setor: as autorizações para hotelaria e limpeza duram até 15 de junho de 2026, enquanto as para operações de esqui expiram a 3 de maio de 2026.

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