Andorra la Vella aprova orçamento de 60,5 milhões de euros para 2026 com 152 projetos
Conselho paroquial aloca 21% do orçamento a serviços para as pessoas, qualidade de vida urbana, economia e ambiente/desporto, com destaque para habitação e cuidados aos idosos.
Pontos-chave
- 13 M€ (21%) financiam 152 projetos: habitação (30 unidades acessíveis), cuidados aos idosos, melhorias urbanas como esgotos e ruas.
- Mais de 1,95 M€ para ambiente/desporto: pistas florestais, passeio ribeirinho, equipamentos desportivos, parques infantis, abrigos climáticos.
- Serve 25 mil residentes mais eventos nacionais; reivindica 'prémio de capital' do governo central.
- Planos urbanos: rascunhos no 1.º trimestre de 2026 a partir de inquéritos, exposição pública até junho para renovação de bairros.
O conselho paroquial de Andorra la Vella aprovou um orçamento de 60,5 milhões de euros para 2026, destinando 13,042 milhões de euros — 21% do total e um aumento de 18% face a 2025 — a 152 projetos em três áreas principais: serviços centrados nas pessoas, qualidade de vida urbana e desenvolvimento económico, e ambiente natural com equipamentos desportivos.
Os cônsules Sergi González e Olalla Losada apresentaram os planos numa conferência de imprensa na segunda-feira, descrevendo-os como "orçamentos com alma" moldados pela participação dos residentes. Enfatizaram o papel da paróquia como "motor" da nação, fornecendo serviços desproporcionados para os seus 25 mil residentes, mais trabalhadores, visitantes e eventos nacionais. Estes incluem gestão de tráfego alargada, edifícios administrativos, escolas e lugares de creche aberta para não residentes de outras paróquias.
Habitação e cuidados aos idosos dominam o financiamento. A iniciativa Edifici del Cedre, em Santa Coloma, com 920 mil euros, criará 30 unidades acessíveis através de transferência governamental, uma nova Casa Pairal e praça pública para enfrentar o envelhecimento populacional e a falta de equipamentos. Outros 750 mil euros financiam melhorias faseadas nas fachadas e interiores de Calones até 2027, minimizando perturbações aos residentes, enquanto uma soma idêntica reativa casas vazias no Edifici Jaume I no âmbito do programa Reviu para ocupação rápida. O Espai Capital recebe 500 mil euros para o projeto de uma praça, estacionamento, espaço para eventos e Casa Pairal no piso superior, com construção prevista para finais de 2026 ou inícios de 2027 após concurso. A Borda del Tossal ganha 100 mil euros para se tornar Espai Arrels, acolhendo atividades culturais, educativas e intergeracionais ligadas ao património.
As melhorias urbanas incluem um milhão de euros para completar a rede de esgotos separada em Santa Coloma; 500 mil euros para a reorganização de Ciutat de Valls e melhorias no passeios Aigüeta-Europa; 400 mil euros para o pavimento das ruas Vall e Pui; 300 mil euros para infraestruturas e passeios em Bonaventura Riberaygua; e 404 938 euros para espaços públicos perto do Edifici Node na avenida Meritxell e os antigos quartéis dos bombeiros.
As verbas para ambiente e desporto incluem 700 mil euros para a pista florestal e corte-fogo na Obaga de Santa Coloma para melhorar o acesso ao bosque; 268 579 euros para a segunda fase do passeio ribeirinho como ponto de encontro diário; 450 mil euros para os balneários do Centre Esportiu dels Serradells; e 350 mil euros para o interior do pavilhão coberto do Estadi Comunal para uso o ano todo, a construir sobre os trabalhos de 2025. Novidades: 85 mil euros para parques infantis pedidos por famílias e 35 mil euros para lançar abrigos climáticos em edifícios municipais contra ondas de calor de verão e frio de inverno.
Os cônsules defendem que Andorra la Vella merece transferências mais elevadas do governo central pelos serviços nacionais, mas levantaram a questão apenas com o governo, não com outras paróquias. Apoiam um estudo de custos para quantificar os encargos e defendem um "prémio de capital". Losada notou que esses dados reforçariam as reivindicações, enquanto González o considerou essencial para provas objetivas. Sobre planeamento urbano, González disse que os resultados dos inquéritos das reuniões comunitárias estão agora mapeados, visando planos provisórios até ao final do 1.º trimestre de 2026, seguidos de conversas com proprietários e exposição pública até junho para renovação participativa de bairros. Evitou detalhes sobre locais como o Parc Central até novas consultas.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
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- El Periòdic•
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- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
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- Altaveu•
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