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População de Andorra sobe 1,9% para 89.484 em abril de 2026, impulsionada por fluxos da América Latina

A população residente de Andorra situava-se em 89.484 no final de abril de 2026, refletindo um aumento de 1,9% ou 1.642 pessoas em comparação com abril de 2025, segundo o Departamento de Estatística.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraLa Veu LliureEl Periòdic+3

Pontos-chave

  • População de Andorra atingiu 89.484 em abril de 2026, mais 1,9% ou 1.642 face a 2025.
  • Paróquia de Canillo cresceu mais depressa a 5,7% com 349 novos residentes; «outras nacionalidades» subiram 6,1% para 15.884.
  • Latino-americanos (colombianos, peruanos, argentinos) impulsionaram o crescimento via vistos para trabalhadores digitais e reformas de nacionalidade.
  • Tensões habitacionais surgem com aumento de trabalhadores fronteiriços e queda de permisos de residência em meio a mudanças imigratórias.

A população residente de Andorra situava-se em 89.484 no final de abril de 2026, refletindo um aumento de 1,9% ou 1.642 pessoas em comparação com abril de 2025, segundo o Departamento de Estatística.

Paróquias registaram ganhos variáveis. Canillo liderou com 349 novos residentes, um aumento de 5,7%, seguido de Escaldes-Engordany com 346 (2,2%), Encamp com 311 (2,3%), La Massana com 260 (2,2%), Ordino com 155 (2,8%), Sant Julià de Lòria com 126 (1,2%) e Andorra la Vella com o menor ganho de 95 (0,4%).

Os grupos não andorranos impulsionaram a maior parte do crescimento, particularmente as «outras nacionalidades», que subiram 6,1% ou 919 para 15.884. Nesta categoria, os colombianos atingiram 1.713, os peruanos aumentaram 159 para 999 e os argentinos cresceram para 3.331. Os nacionais andorranos adicionaram 436 (1,1%), os franceses 224 (5,6%) e os espanhóis 215 (1%). O número de portugueses caiu 152 (1,8%).

O perfil etário manteve-se estável, com 73,3% entre os 15 e os 64 anos, 10,7% menores de 15 anos e 16% com 65 ou mais anos. Os dados do censo municipal subiram 0,6% para 94.044 face a 93.512, destacando a diferença entre residentes registados e reais.

Este aumento alinha-se com as aprovações de nacionalidade do primeiro trimestre de 2026 ao abrigo da lei de nacionalidade qualificada, totalizando 285. Destas, 155 obtiveram plenos direitos políticos: 88 por origem (37 nascidos em Andorra, 37 com pais detentores de residência há mais de 10 anos) e 67 por naturalização após renúncia à nacionalidade anterior (35 por mais de 20 anos de residência, mais casos de casamento e outros). Os espanhóis representaram 71,6%, seguidos de portugueses (6%), franceses (4,5%) e marroquinos (3%). As concessões inclinaram-se para mulheres em 59,7%, com as baseadas em casamento equilibradas por género.

As outras 130 receberam estatuto provisório: 100 à espera de prova de renúncia, 30 pendentes de verificação de idade 19. As vias provisórias cobriram escolaridade obrigatória (17), diplomas em humanidades/ciências sociais (34) e testes da Comissão de Nacionalidade (44).

As reformas governamentais à lei de nacionalidade, anunciadas a 10 de maio, relaxaram certos critérios de residência de longa duração ao mesmo tempo que introduziram novos obstáculos. As alterações exigem catalão de nível B1 para menores de 70 anos; contam toda a residência anterior para os 20 anos, com os últimos cinco contínuos; requerem 10 anos de escolaridade em Andorra dos 3 aos 18 anos; impõem um mínimo de cinco anos de residência para casos de casamento com coabitação; e proíbem condenados por crimes intencionais com pena de um ano ou múltiplas infrações. Crianças nascidas no estrangeiro qualificam-se se um progenitor for andorrano com 10 anos de residência e um avô nascido no Principat, ou se o progenitor nasceu lá.

Dados de imigração do final de 2025 sinalizaram tensões habitacionais e uma mudança para trabalhadores fronteiriços. As autorizações de trabalho do quarto trimestre caíram 4,8% para 6.076 em termos homólogos, os permisos de residência desceram 14,5% para 377, mas os permisos de trabalhador fronteiriço saltaram 62,7% para 83, principalmente na hotelaria e retalho. Os permisos ativos atingiram 60.284 no final do ano, mais 2,4%, incluindo 43.206 de residência e trabalho, 10.151 só de residência e 1.943 de trabalhador fronteiriço. As saídas subiram 18,3% para 272. Mudanças setoriais incluíram descidas na hotelaria/serviços/segurança/retalho (5,7% para 2.217), mão-de-obra não qualificada (4%), administração (5,1%) e construção/manufatura (16,3%), compensadas por ganhos em gestores (30%), funções técnicas (3,8%) e operadores de máquinas (8,8%).

Os fluxos da América Latina, atraídos por residências na economia digital, decreto 212/2023 para trabalhadores remotos e empreendedores, vantagens fiscais e segurança, continuam a remodelar a demografia em meio a escassez habitacional contínua, propostas de controlo de rendas, apelos a mão-de-obra não UE e preocupações sindicais com salários e custos de vida.

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Fontes originais

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