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Responsável pelas Pensões da Andorra Alerta Contra Reformas Paramétricas Repetidas que Erosionam a Confiança

Jordi Cinca defende reformas estruturais mas aceita ajustes de curto prazo se permitirem mudanças abrangentes, sublinhando a transparência para evitar desilusão dos cidadãos apesar do forte desempenho do fundo.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Reformas paramétricas repetidas como alterações de idade ou taxas adiam problemas sem os resolver, erodindo a confiança.
  • Fundo obteve crescimento acumulado superior a 24%, mas insuficiente para obrigações futuras em 5-20 anos.
  • Defende reforma estrutural abrangente; mudanças paramétricas aceitáveis se permitirem correções mais amplas.
  • Eficácia depende do fator de conversão; transparência essencial para manter credibilidade.

Jordi Cinca, presidente do comité de gestão do Fundo de Reserva para a Reforma da Andorra, alertou que a implementação repetida de reformas paramétricas nas pensões arrisca erodir a confiança pública no sistema.

Falando em Andorra la Vella, Cinca reconheceu que esses ajustes — como alterações na idade de reforma ou nas taxas de contribuição — podem proporcionar alívio a curto prazo, mas não abordam os problemas subjacentes. Limitam-se a adiar os desafios, disse ele, comparando-os a um passe para a frente no râguebi que ganha terreno sem assegurar a vitória.

O fundo registou resultados fortes nos últimos anos, com três períodos fiscais particularmente bem-sucedidos e um crescimento acumulado superior a 24%. Apesar disso, Cinca sublinhou que esses rendimentos por si sós não bastam para cumprir as obrigações futuras para com os contribuintes, que começarão a surgir em cinco, dez ou vinte anos. «O essencial são as tendências a longo prazo, mas isso não elimina a necessidade de reforma», afirmou.

Cinca defendeu uma revisão estrutural abrangente dos pilares centrais do sistema como a solução ideal. Se o consenso político limitar as opções a medidas paramétricas, no entanto, considera-as preferíveis à inação. O risco surge de encadear múltiplas reformas desse tipo em sucessão rápida, o que poderia deixar os cidadãos desiludidos. «As pessoas têm de compreender que uma reforma puramente paramétrica não encerra a discussão», alertou, enfatizando a transparência para evitar frustrações.

Para manter a credibilidade, quaisquer alterações paramétricas devem ganhar tempo para reformas mais amplas em vez de se tornarem um ciclo, disse Cinca. A sua eficácia dependerá do alcance das medidas, em particular do fator de conversão, que descreveu como o parâmetro mais crítico. Aumentar as contribuições sem o ajustar, notou, deixaria o sistema inalterado.

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