Pai filipino condenado a 15 anos por violação prolongada da filha em Andorra
Tribunal Criminal condena homem de 47 anos por abusos sexuais repetidos contra a filha dos 4 aos 10 anos, aplicando pena máxima e medidas rigorosas.
Pontos-chave
- Abusos ocorreram repetidamente durante 6 anos na casa da família, explorando autoridade parental.
- Tribunal deu total credibilidade ao depoimento consistente da vítima, apoiado por relatórios psicológicos.
- Pena completa de 15 anos mais proibição de contacto por 12 anos, perda de direitos parentais, indemnização de 15.000 euros.
- Caso reportado em abril de 2024; defesa vai recorrer da decisão.
O Tribunal Criminal condenou um residente filipino de 47 anos a 15 anos de prisão por abusos sexuais repetidos contra a filha entre os 4 e os 10 anos de idade. O Tribunal Superior notificou o acórdão, que responsabiliza o homem por um crime continuado grave de atos sexuais constitutivos de violação contra menor de 14 anos por ascendente, um crime continuado grave de agressão sexual intrafamiliar e uma infração menor de maus-tratos domésticos contra menor. Não existiram circunstâncias modificativas significativas da sua responsabilidade criminal.
O tribunal considerou provados os abusos como atos repetidos ao longo de cerca de seis anos na casa da família, explorando a posição de autoridade do pai, a coabitação e a confiança inerente à relação pai-filha. Os juízes deram total credibilidade ao depoimento coerente e persistente da vítima, reforçado por relatórios psicológicos e periciais da investigação. Destacaram a vulnerabilidade da menina na altura e o dano emocional causado, o que influenciou a pena.
A acusação obteve a pena máxima de 15 anos que pediu no julgamento à porta fechada nos dias 12 e 13 de janeiro, rejeitando o pedido da defesa de absolvição ou reclassificação como meros maus-tratos devido a alegadas dúvidas. O tribunal aplicou as penas standard da legislação em vigor, sem atenuantes ou agravantes notáveis.
Medidas adicionais incluem proibição de aproximação ou contacto com a vítima por 12 anos, destituição da autoridade parental, guarda, tutela e direitos de visita até aos 18 anos dela, e expulsão de Andorra por 20 anos após o cumprimento da pena. O homem deve pagar 15.000 euros a título de indemnização por danos morais e suportar as custas judiciais.
O caso veio a público em abril de 2024, quando a rapariga, então com 15 anos, revelou os abusos a pessoas de confiança, levando a uma participação à polícia. Os agentes detiveram o pai ao amanhecer de 30 de abril, após o turno no restaurante, e mantiveram-no em prisão preventiva devido à gravidade das acusações. Ele negou as alegações e recusou testemunhar, mas provas de uma relação altamente conflituosa corroboraram o relato dela.
A defesa planeia recorrer ao Tribunal Superior para redução da pena.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Quinze anys de presó per abús sexual de la filla dels quatre als deu anys
- El Periòdic•
El Tribunal de Corts condemna a 15 anys de presó l’home que va abusar sexualment de la seva filla menor
- Diari d'Andorra•
Condemnat a 15 anys de presó per violar la filla menor d’edat
- Altaveu•
Condemnat a 15 anys i a la inhabilitació de la pàtria potestat l'home acusat d'abusar la filla