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Tribunal de Andorra Próximo de Decidir sobre Pedido de Extradição de Espanha por Condenado por Abuso Sexual

O Tribunal de Corts concluiu as audições sobre a extradição de um residente espanhol de 44 anos condenado por abusar das suas filhas adotivas, com decisão prevista para.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Condenado em Espanha por acordo de conformidade (3-5,5 anos) por abusar de duas enteadas; vive em Andorra desde 2019.
  • Defesa invoca autismo, depressão, tentativas de suicídio, laços familiares e morte recente do filho para impedir extradição.
  • Procuradores andorranos confirmam que pedido cumpre requisitos legais; decisão a 14 de janeiro.
  • Homem alega agora inocência, chama Espanha «manchada» e avisa de colapso mental se extraditado.

O Tribunal de Corts concluiu os trabalhos sobre o pedido de extradição de Espanha relativo a um residente espanhol de 44 anos condenado por crimes sexuais contra as suas filhas adotivas em 2015, com decisão marcada para 14 de janeiro.

Os procuradores espanhóis da Audiència Provincial de Sevilla querem-no entregue para cumprir a pena, descrita nas reportagens como três anos, cinco anos ou cinco anos e seis meses por agressão sexual continuada e abuso contra duas enteadas. O homem aceitou a pena através de um acordo de conformidade já a viver em Andorra desde 2019, mas agora argumenta que desconhecia as suas plenas consequências devido a condições de saúde mental, incluindo perturbação do espectro autista e depressão. Os procuradores andorranos dizem que o pedido cumpre todos os requisitos formais de extradição previstos na lei local, notando que ele não possuía nacionalidade andorrana na altura dos crimes.

O seu advogado opôs-se à entrega na audiência inicial, citando o seu estado mental frágil — marcado por tentativas de suicídio que exigiram isolamento preventivo e monitorização psiquiátrica na prisão de La Comella, onde está detido há dois meses. A defesa destacou os laços familiares em Andorra, incluindo uma nova companheira e um filho pequeno, e defendeu que qualquer pena seja cumprida localmente. Apontaram também o recente trauma emocional pela morte do seu filho biológico de 18 anos a 1 de dezembro, encontrado na casa da mãe biológica em Utrera, Espanha, onde as investigações da Guardia Civil não detetaram indícios de criminalidade. O homem descreveu Andorra como o seu país, chamou a Espanha «manchada com o sangue do meu filho» — culpando a mãe pela morte — e avisou que a extradição causaria danos irreversíveis à sua saúde mental e vida pessoal. Ele mantém a sua inocência no caso espanhol.

O tribunal encerrou o processo para sentença.

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