Violador de Andorra Livre Após 15 Anos na Prisão — a Estada Mais Longa
Homem na casa dos sessenta, condenado por abusar de adolescente vulnerável cerca de 500 vezes, saiu em liberdade da prisão de La Comella após cumprir a pena por inteiro.
Pontos-chave
- Condenado em 2013 por ~500 violações a rapariga de 15 anos com deficiência intelectual ligeira, de 2008-2011.
- Cumpriu pena integral de 15 anos em La Comella, estada contínua mais longa; libertado na sexta-feira após isolamento e sem visitas.
- Usou ameaças e intimidação; condenado a expulsão, 36 mil euros de indemnização, proibição de contacto por 12 anos.
- Planos incertos; proibição vitalícia de Andorra, possivelmente para Portugal.
Um homem condenado por violar repetidamente uma adolescente vulnerável foi libertado da prisão de La Comella após cumprir quase 15 anos — a estada contínua mais longa de qualquer recluso ali.
O homem, agora na casa dos sessenta, saiu em liberdade na manhã de sexta-feira, tendo completado a pena por inteiro, quase ao dia. Foi detido em maio de 2011 após quase três anos de abusos à filha de um colega de trabalho, estimados em cerca de 500 incidentes, muitas vezes três vezes por semana. A vítima, com uma deficiência intelectual ligeira reconhecida pela Conava, tinha 15 anos quando chegou a Andorra em 2006 para viver com a mãe. O agressor tinha-se aproximado da família, incluindo usando o próprio filho para ganhar confiança, antes de iniciar os assaltos.
Os abusos começaram no final de 2008 ou início de 2009, inicialmente no interior de uma carrinha equipada com um colchão, e prosseguiram sem freio. Usou preservativos na maioria das vezes, mas nem sempre, violando-a pelos meios que escolhia enquanto a intimidava com chamadas e mensagens constantes. Avisou-a para não contar a ninguém, ameaçando mal a ela e à mãe, ou a remoção do próprio filho.
Os crimes vieram a público quase por acaso em maio de 2011, levando à sua detenção imediata. O Ministério Público pediu 11 anos, mas a acusação particular defendeu 15, valor que o Tribunal de Corts e o tribunal penal do Tribunal Superior confirmaram numa decisão final em 18 de janeiro de 2013. A pena incluiu expulsão permanente de Andorra, proibição de contacto com a vítima por 12 anos e pagamentos de 30.000 euros de indemnização a ela mais 6.000 euros à mãe, além das custas judiciais.
Durante o cumprimento da pena, o homem manteve-se profundamente isolado. Os restantes reclusos evitavam-no, impedindo-o de assumir funções como o de auxiliar. Trabalhou brevemente na lavandaria, mas desistiu após sofrer ostracismo. Não recebeu visitas, passou longos períodos confinado à cela e recusou a liberdade condicional apesar de elegível após cumprir cinco sextos da pena. Benefícios prisionais automáticos encurtaram a estada por algumas semanas.
Os seus planos continuam incertos. A pena determina expulsão vitalícia, e poderá rumar a Portugal, embora não confirmado. Saiu sem direção aparente.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: