Voltar ao inicio
Outros·

Andorrano com deficiência denuncia Departamento Fiscal por bloqueio de conta bancária em situação de vulnerabilidade

Residente com incapacidade de grau 2 e rendimento inferior ao salário mínimo teve os seus 1080 euros mensais bloqueados pelas autoridades fiscais, causando aflição com despesas alimentares.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Conta bancária bloqueada na semana passada apesar de rendimento de 1080 euros inferior ao salário mínimo e incapacidade de grau 2.
  • Descobriu bloqueio no multibanco após 10 dias de isolamento por aconselhamento médico, pedido urgente de bens essenciais.
  • Apreensão similar pelo SAIG de 3656 euros no mês anterior; tribunais decidiram a seu favor.
  • Bloqueio levantado após queixa; autoridades recomendam prestações para dívidas de veículos antigas.

Um residente de Sant Julià de Lòria com incapacidade de grau 2 reconhecida e um distúrbio de saúde mental diagnosticado denunciou o Departamento Fiscal por ter bloqueado a sua conta bancária na semana passada, apesar das suas circunstâncias vulneráveis e do rendimento mensal de 1080 euros — inferior ao salário mínimo nacional.

O homem descobriu o bloqueio quando tentou levantar dinheiro num multibanco no mesmo dia em que saiu de casa pela primeira vez em 10 dias, seguindo aconselhamento médico. Sem dinheiro disponível, enfrentou aflição imediata para cobrir despesas básicas com alimentação. Num pedido formal ao Governo nesse dia, descreveu a situação como urgente e exigiu o levantamento imediato do bloqueio, afirmando precisar de acesso a fundos para bens essenciais.

Este incidente segue-se a um episódio semelhante apenas um mês antes, quando o Fundo de Segurança Social (SAIG) reteve erroneousamente 3656 euros da sua conta devido a dívidas do seu negócio falido. Decisões judiciais apoiaram-no nesse caso, e relatórios médicos confirmam a sua incapacidade, mas ele descreve uma perseguição administrativa contínua e maus-tratos institucionais.

Os fiscais levantaram o bloqueio mais recente horas após a sua queixa. No entanto, aconselharam-no a arranjar pagamentos em prestações para dívidas antigas ligadas a autocolantes de registo de mota e reboque apreendidos, agora detidos pelo SAIG. O homem notou que estes veículos não podem ser vendidos nem desregulados, resultando do fecho do seu negócio por razões de saúde.

Incapaz de visitar serviços públicos como o Governo, a CASS ou a Batllia devido a restrições médicas, nomeou representação legal. "Eles desconsideram a minha situação e o facto de eu ganhar menos do que o salário mínimo", disse. "Tenho lutado durante anos por direitos básicos, e sempre que avanço, o sistema faz-me recuar."

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: